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Sem promessas ou ofertas: vale a pena ser redator freelancer no Brasil?

Se quer saber se vale a pena ser redator freelancer, acho que deveria começar se questionando o que é ser um profissional freelancer. Já parou para pensar nisso?

Este texto não é exatamente um desabafo. São constatações mesmo. Longe de mim querer demonizar a área (até porque continuo atuando nela), mas há fatos que você precisa saber.

Considerando começar na profissão? Trago detalhes e perspectivas sobre ela. Já trabalha na área? Também tenho dicas para você.

Sobre mim? Mais de quatro anos de experiência e alguns conselhos para dar, especialmente para quem foi mordido pelo conto de fadas vendido por influenciadores e empresas por ai.

Nos tópicos, a seguir, revelo o que, realmente, é ser um redator freelancer no Brasil, sem mitos ou promessas, e se vale a pena investir nessa carreira. Vamos lá?

Você sabe o que é ser freelancer?

Freelancer… Nunca gostei dessa palavra, e você?

Embora seja um modismo da atualidade, o termo foi cunhado pelo romancista do século XIX, Sir Walter Scott, para descrever os cavaleiros livres dos tempos medievais.

Originalmente, o “freelancer” era o mercenário que tinha sua “lança livre” (free lance), ou seja, aquele que era livre para oferecer seus serviços para qualquer pessoa disposta a pagar por eles.

Gig economy meme - Vale a pena ser freelancer?
Gig Economy é um conceito usado para descrever mercados sustentados por uma grande massa de profissionais independentes (freelancers).

Atualmente, as empresas promovem o freelancing como sinônimo de autonomia, empreendedorismo, futuro, liberdade… Balela!

Ganhar dinheiro, muitas vezes, sem sequer sair da cama parece incrível, e realmente é, se paramos para pensar em contexto. Walter Scott, por exemplo, sequer imaginaria algo assim em seu tempo.

Trabalhar de casa, livre do trânsito, do transporte público, da poluição das ruas, do colega falastrão ou do patrão mal humorado…

Uma verdadeira maravilha, certo? Não exatamente.

É, mais ou menos, trabalhar feito um robô

Acho que o trabalho freelancer é perfeito para um robô, pelo menos enquanto não fabricam modelos com moral e empatia, claro. No futuro breve, eles escreverão textos muito melhores do que este e, se bobear, montarão até sindicatos.

Arisa, Better Than Us
Arisa, a super robô empática da série russa Better Than Us (Netflix).

Me refiro a um ser que não experimenta angústia, ansiedade ou fadiga. É mais ou menos assim que um freelancer se sente tratado, especialmente dentro das plataformas e agências.

Essas empresas fazem o “generoso” trabalho de conectar clientes e prestadores de serviço. Porém, de várias formas, fazem de tudo para que eles trabalhem da maneira mais desconectada possível. Por que será?

Para ser justo, devo confessar que a vida de freelancer me trouxe grandes benefícios. O principal deles foi me dar conta de que não sou um robô.

Somos seres humanos “equipados” com toda a maquinaria biológica que nos presenteia com as mais belas sensações: estresse, incerteza, angústia, vazio existencial, medo, sono, dor, tédio…

Tenho plena convicção de que valho muito mais do que os “jobs” que faço — mais um item para minha lista de palavras odiáveis —, mas demorei muito para embutir esse “preço” nas minhas horas de trabalho.

Ora, é só ler e escrever

A maioria das pessoas que conheço — maioria não, a quase totalidade das pessoas que conheço — têm verdadeira repulsa pela leitura e pela escrita.

O interessante é que mesmo sem a menor disposição para fazer e aperfeiçoar esse tipo de trabalho, frequentemente o menosprezam (e isso inclui clientes). É só escrever, ora! Qualquer um pode fazer isso.

Bojack: “Você pensa que o que você faz é tãaaaao difícil? Ooooh, eu sou um escritor! Eu vou a cafeterias com meu laptop e meus óculos bobos que preciso usar, porque sou tão importante que preciso enxergar claramente.”

Cena irônica do episódio Downer Ending da série Bojack Horseman (Netflix).

Sou muito grato por, desde cedo, me simpatizar com a leitura e com a escrita. Essas duas práticas contribuíram imensamente para minha plenitude e, por que não, pela minha carreira, minha independência financeira e por experiências inesquecíveis que só pude viver graças a minha dedicação aos livros e aos textos.

Por outo lado, é engraçado imaginar que o meu dia a dia como redator seria uma verdadeira sessão de tortura para a maioria dos meus familiares, amigos e clientes. O mesmo se passa com você? Não? Que privilégio!

Mas não se engane, principalmente se você é do tipo que ama fazer isso. Até para quem gosta e vive de escrita, escrever pode ser muito doloroso.

Escrever sobre o que pensa, sobre o que gosta, sobre o que se importa. Isso é impagável. Um verdadeiro deleite — para gente estranha como nós, claro.

Por outro lado, escrever textos numerosos, rasos e ordinários sobre assuntos diversos, por vezes desconexos. Isso é um castigo. Quase uma afronta ao respeito e ao prazer que a leitura e a escrita, em outros contextos, proporcionam.

E o pior é produzir por volume, receber demandas sem aviso prévio e aturar prazos apertados.

Você tem mais tempo para você

Para saber se vale a pena ser redator freelancer, as pessoas geralmente pesquisam sobre demanda, tendências e remuneração da área. Mas já parou para pensar em como é o fim do dia para esse tipo de profissional?

Os olhos doem, as costas doem, as mãos doem, a cabeça doí. Fadiga muscular e mental.

Um dia inteiro disparando neurônios (células que a natureza levou bilhões de anos para conceber) e se aprofundando em assuntos que não te interessam, não te fazem bem ou que pouco importam.

Princesa sonolenta

Os livros que costumavam ser uma boa companhia no fim da noite parecem esforço demais. Ouvir música, pode ser, mas só algo bem calmo para não piorar ainda mais a cabeça. E é bom não pensar muito também, pois “pesa”. O mais fácil é se render à TV e a um petisco. Dar um descanso para o cérebro (e mais um castigo para o resto do corpo).

E amanhã, quem sabe? Terei trabalho ou poderei dormir até mais tarde? Ganhar dinheiro é ótimo, mas é claro que desejo a segunda opção.

Sua rotina é flexível

Há dias que acordamos animados, inspirados, cheios de energia para trabalhar. É quando o tolo dentro de nós resolve dar as caras. Mas isso é raro, e, quando ele vem, muitas vezes, nada aparece. Energia desperdiçada.

Freelancers aguardando serviços.
Freelancers esperando por pedidos.

No dia seguinte, o desânimo vem dobrado e, como uma penitência, dezenas de “jobs”, “tarefas” e “oportunidades” resolvem brotar de todos os lugares. E precisamos pegá-las. É a vida, precisamos trabalhar.

O cliente tem agenda, os intermediários também, óbvio. O freelancer não, ele é “flexível”, sempre disponível.

Para quem está “acima” de você, pouco importa. Somos apenas uma impressora de conteúdo. Aperta-se um botão e em um ou dois dias lá está o conteúdo novinho em folha.

Como tudo é quase sempre remoto e intermediado por planilhas e softwares, eles não fazem ideia. É como se estivessem lidando com uma máquina mesmo.

As poucas mensagens trocadas são migalhas de humanização. Há dias que até torcemos para que algo dê errado, só para precisar entrar em contato e lembrá-los de que não somos robôs.

Cientistas: o coronavírus é transmitido via interações humanas. Frelancers.
Cientistas: o coronavírus é transmitido via interações humanas.

Não. Não somos robôs. Somos freelancers, “cavaleiros mercenários” tentando sobreviver a um trabalho precarizado.

Pense nas alternativas

Se ser um redator freelancer autônomo não é muito a sua cara, podemos analisar outras possibilidades para entrar no grande mercado das palavras.

Carteira assinada?

Bem. Não posso opinar sobre outras profissões, mas como redator, designer ou qualquer outra área voltada à produção de conteúdo, o que você vai encontrar vão ser salários baixíssimos, quase nenhum benefício, excesso de trabalho e colegas exaustos, além de ter todo o seu tempo e esforço vinculados a uma marca que não é sua.

É o mesmo problema da terceirização. Os clientes não são seus, são da empresa que o contrata. Seja como funcionário, seja como freelancer, você é só um fantasma por trás dos emails e das plataformas — e, também, dos textos, se você for um ghost writer.

Tirinha ghost freelancer - Vale a pena ser redator freelancer?
– Fantasma legal, você é ambos, legal e assustador.
– Estou apenas fazendo meu trabalho.
– Bem, eu espero que você consiga um aumento.
– Eu sou um freelancer.
– A forma mais legal de trabalho, claro.

Abrir um negócio?

Pensa em criar mais uma agência ou mais uma plataforma de serviços? Você tem capital para isso? Tem perfil de gestor? Pode ser.

"Pense diferente", slogan da Apple.
“Pense diferente”.

Particularmente, não gosto de intermediários. E não digo isso só pelas péssimas condições de trabalho que geralmente oferecem (tanto para internos quanto para prestadores de serviço).

Ao longo da minha trajetória, percebi que empresas que investem em equipes internas ou contratam profissionais diretamente têm resultados melhores. Não estou puxando sardinha para o meu lado, isso é real.

Sem intermediários sugando a maior parte dos custos (como verdadeiras sanguessugas), o investimento do cliente é muito menor.

Isso permite pagamentos mais justos ao produtor, além de a comunicação ser direta, o que torna as negociações e o planejamento mais franco, humano e eficaz.

É claro que precisamos de agências e plataformas. Elas são boas “escolas” para quem está começando e muito práticas para gestores que têm muito orçamento e pouca paciência para gerenciar uma equipe.

Se é o que deseja, vá em frente. Só aconselho a se inspirar na experiência (e nas dores) da vida freelancer para oferecer condições de trabalho melhores. Se você conseguir, vai estar entre poucos, e certamente vai ser um sucesso.

Vale a pena ser redator freelancer

Quanto a você que não vislumbra um novo negócio e pretende seguir como prestador ou prestadora de serviço, tenho algumas dicas que podem te ajudar a “sobreviver” um pouco melhor. Anote ai.

Valorize o seu trabalho

Lembre-se que seu trabalho não se resume ao trabalho que você faz. Cobre um valor justo, algo que, pelo menos, cubra suas despesas e seus investimentos nesse serviço.

Os clientes não adoram te chamar de empreendedor? Pois, então, aja e COBRE como uma empresa!

"Empreendedor" - Vale a pena ser redator freelancer?
“Empreendedor”

Quer um número? Mesmo que seja iniciante, penso que R$ 0,10 / palavra é o mínimo.

Considerando a realidade econômica do nosso país, receber menos do que isso, sem contrato de trabalho, sem direitos trabalhistas e sem benefícios? Lamento dizer, mas você é um escravo.

Não faça “plantão”

Não aceite trabalhar de plantão se você não é pago para isso. Seu tempo é muito valioso para gastá-lo esperando por tarefas esporádicas com prazos miúdos e pagamentos tardios.

Freelancer still waiting to get paid.
Um freelancer ainda esperando para ser pago.

Um trabalho profissional requer agenda, no mínimo, mensal. Você tem o direito e a necessidade de saber, com antecedência, como vai trabalhar ao longo de um período, bem como quando será pago por isso.

Não aja como um varejista

É engraçado, mas, ao longo dos anos, parece que quanto menos clientes eu tenho, mais eu faturo mensalmente. Isso parece contraditório, à princípio, mas não é.

Lembre-se que o redator é um prestador de serviços, não um varejista. Entre outras coisas, isso significa que você não deve baixar o seu preço para conseguir montar uma longa lista de clientes, até porque cada cliente novo exigirá mais pesquisas, reuniões, ajustes e negociações.

Sua agenda será um caos, assim como sua caixa de entrada e seu WhatsApp. E digo mais: preços baixos e serviços avulsos atraem profissionais e organizações questionáveis. Os projetos não duram e, se você pedir, a maioria dos contratantes não vai querer te pagar mais.

E se eu te dissesse que não vou trabalhar de graça?

Pense bem: é muito mais vantajoso atender poucas empresas sérias que te pagam um valor justo e que garantem demanda no longo prazo do que vender o seu trabalho como produtos em liquidação.

Não seja tão freela

Não devemos ser meros freelas. Digo, alguém que não consegue se planejar e depende de “oportunidades” para viver.

Acredite, isso é um veneno certo para a ansiedade e para a baixa produtividade — que, por sinal, gera mais ansiedade.

Meme: todos pensam que sou desempregado - Vale a pena ser redator freelancer?
Sou um freelancer.
Todos pensam que estou desempregado.

Evite projetos esporádicos ou serviços avulsos (um texto aqui, uma revisão ali). Determine um investimento mínimo para contratação, pacotes de serviço, por exemplo.

Você só conseguirá se estabilizar e ter uma vida, minimamente, tranquila quando começar a fazer contratos de longo prazo, com tempo de trabalho, prazos e remuneração definidos.

Honre seu descanso

Quando começamos a ganhar algum dinheiro na internet, a tentação de trabalhar todos os dias é grande. Até porque isso é, perfeitamente, possível com a demanda atual. Mas é um erro fatal.

Batman e Robin: eu sou um freelancer.
– O fim de semana está…
– Eu sou um freelancer!

Quem já atua há algum tempo sabe disso, mas quem pretende se tornar um redator freelancer precisa saber que esse tipo de serviço nos consome muito.

Além de fritar os miolos diariamente, o simples fato de ficar a maior parte dos dias sentado pode acabar de vez com a suposta “renda extra” que acha que está fazendo. Freelancer não tem direito ao plano de saúde da empresa, colega.

Você é livre para montar o seu dia a dia como desejar. Trabalhar de manhã, à noite, sábado ou domingo, folgar na segunda, você decide.

Procure, no entanto, manter uma rotina fixa com boas horas de sono e descanso. Não trabalhe mais de dois turnos por dia (manhã, tarde e noite, por exemplo) e reserve, pelo menos, dois dias de folga semanais.

Não digo isso porque você merece, mas porque você precisa. Não somos robôs, lembra? Precisamos descansar, comer bem, nos exercitar, distrair. Viver!

Escreva sobre o que você acredita

Essa dica é mais complicada para quem está começando e ainda não tem muita bagagem no portfolio, nem bons contatos na agenda.

Até fazer algum nome, vai precisar escrever muito sobre coisas que não te interessam. Faz parte, e não é algo totalmente ruim. Você pode descobrir muitas coisas interessantes nesse processo, coisas que nunca se interessou antes.

Que idiota escreveu isso? Oh. Fui eu.
Ser redator freelancer.
Que idiota escreveu isso?
Oh… Fui eu.

Gradualmente, vá abandonando os trabalhos aleatórios e se focando nos serviços que realmente vê valor, importância e significado. Faça cursos relacionados, crie um portfolio nessa direção, conheça profissionais e empresas da área.

O serviço só fica leve, emocionante e gratificante quando o valor adquirido vai além do pagamento.

A internet está repleta de blogs e sites dos mais diversos tipos. Não deixe de procurar também. Encontrou um projeto legal? Mande uma mensagem, diga que é redator profissional, que gostou do trabalho e que gostaria de contribuir. Tente!

O desafio é equilibrar a saúde e a produtividade

Para pessoas como eu — e creio que você faça parte —, ganhar a vida com a escrita é algo muito gratificante. Mas não é só uma questão de interesse e devoção.

É possível ter bons ganhos e levar uma vida financeira e pessoal tranquila sendo apenas redator freelancer, mas isso não acontece da noite para o dia.

Sendo bem realista, acredito que a maioria dos redatores freelancers com carreiras, minimamente, estabilizadas ganham algo em torno de R$ 2.000 por mês.

Entretanto, com alguma organização, experiência e consistência é possível ganhar o dobro ou até o triplo disso. O limite, como você verá, é a sua própria saúde e disposição para trabalhar, pois a procura é grande atualmente.

Gato gordo, freelancer.

Já conheci pessoas que chegaram a faturar R$ 8.000 por mês apenas escrevendo artigos para blogs. Porém, em alguns meses, precisaram parar tudo para lidar com sérios problemas de saúde.

No início pode parecer fácil tolerar demandas e pagamentos incertos, noites mal dormidas e dias e dias sentado na frente do computador. Mas uma hora a conta chega: fadiga, isolamento, irritação, ansiedade, depressão e outros problemas sociais e de saúde.

E, então? Vale a pena ser redator freelancer? Sim, vale a pena! Você aprende muito, tem certa flexibilidade e fica fera na escrita — se isso é importante pra você.

Mas para ter qualidade de vida e ser valorizado, vai precisar se impor, cobrar seus direitos, respeitar seus limites e cuidar da sua saúde. Algo que, na prática, significa dizer não para muita gente e dizer sim para bons hábitos, responsabilidades e desafios.

Não estou dizendo isso como um guru que supostamente chegou lá. Também preciso melhorar muita coisa. É um processo. Vamos aprendendo e melhorando, dia após dia.

Só não dá para saber até quando

Dentro desse modelo focado em Inbound Marketing e Copywriting, que bomba atualmente, é difícil saber até quando a profissão de redator sobreviverá.

Não devemos nos preocupar com isso agora, claro, até porque a demanda deve aumentar nos próximos anos. No Brasil, principalmente, o mercado de marketing digital ainda tem muito a crescer e evoluir.

Infelizmente (ou não), porém, a maioria dos redatores abandona a área em pouco tempo, ou passa a exercê-la de maneira esporádica.

Isso acontece, primeiramente, porque a profissão não exige muitas qualificações para entrada e acaba servindo de “bico” para muita gente ociosa ou que precisa de uma renda extra.

Mas não é só isso. Como discuti anteriormente, muitas pessoas acreditam que ser redator é “simplesmente” escrever, e acabam se aventurando na área com a expectativa de fazer dinheiro fácil. Essas são, geralmente, as primeiras a pular do navio — e as que mais nos respeitam depois.

Os que encaram a profissão como carreira — se qualificam, se atualizam, se profissionalizam e resistem às intempéries da área —, esses são poucos, mas são os mais valorizados, obviamente.

Independentemente do caminho trilhado, não há como fechar os olhos para as rápidas transformações da internet, da tecnologia e das estratégias de divulgação. Seria ingenuidade demais enxergar isso como algo sólido, até porque quase todos os setores são fluidos atualmente.

Não se esqueça, porém, que estamos em um país no qual o interesse, a disposição e a técnica para a leitura e para a escrita são raridades, e o mundo sempre precisará disso em todos os setores.

Como ler um livro na cama, Homer - Vale a pena ser redator freelancer?
Capa do livro do Homer: “Como ler um livro na cama”

As coisas vão mudar e o futuro é imprevisível, mas garanto que se escolher ser um redator ou redatora freelancer, o seu trabalho não será em vão.

Mesmo que seja obrigado a mudar de profissão — e a maioria de nós, redatores ou não, vai precisar, acredite —, você levará com você um diferencial como nenhum outro.

Boa sorte para nós!

Por Leandro Abreu

Produtor de conteúdo com treinamento e experiência em Redação para Inbound Marketing, Storytelling, SEO (essencial, técnico e avançado), planejamento de Marketing de Conteúdo, bem como em criação e gerenciamento de sites WordPress. Me encontre no LinkedIn.

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Aline Dias

Caramba, eu sempre gostei de escrever, mas nunca segui carreira. Após estudar anos e não me encaixar em lugar nenhum, resolvi pensar na escrita como possibilidade.
Acontece que todas as informações que procurava parecia ser só caminho de flores, enquanto me pegava questionando onde está o outra lado que pesaria na balança. É muito arriscado sair de seu emprego (ainda que esteja um pouco enfadado dele, afinal precisamos pagar as contas) e dar de cara com uma promessa falsa.
Esse foi o primeiro texto que achei que senti que foi sincero nos dois termos.
Quero seguir sim esse caminho, mas um pouco de realidade faz bem. Obrigada pelo texto.