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Tutorial WordPress

Passo a passo para configurar seu site WordPress do zero: UX, SEO, segurança, design e muito mais!

Configurar um site WordPress é relativamente simples, porém trabalhoso, pois o processo envolve muitas etapas. O método de trabalho no CMS consiste, basicamente, em instalar, ativar e ajustar plugins, mas é preciso atenção para contemplar todos os aspectos essenciais de um site na atualidade, como responsividade, segurança e SEO.

Este tutorial faz parte de uma série de conteúdos sobre desenvolvimento de sites para iniciantes. No post anterior, ensinei a criar um site WordPress com a Hostgator e, neste, trago um guia completo para configurá-lo e deixá-lo pronto para publicar e rankear nos motores de busca.

Embora seja um material básico, as informações a seguir beneficiam usuários médios e leigos. Como o objetivo era produzir um texto educativo, optei por apresentar os primeiros itens de uma forma bastante mastigada e usando muitas imagens. No decorrer do texto, porém, acelero as explicações, entendendo que leitor ou a leitura já compreendeu as funções básicas da ferramenta.

Se você já tem alguma experiência, sinta-se livre para pular trechos que já domina ou navegar pelas opções do índice da maneira que achar melhor — até porque o texto ficou muito extenso.

Este tutorial aborda a configuração de sites básicos, como portais, portfólios e blogs corporativos, e não e-commerces ou plataformas de serviço. De maneira geral, você aprenderá a ativar os principais serviços de SEO (otimização para motores de busca), personalizar URLs, se proteger contra acessos maliciosos, escolher temas e muito mais.

Se você chegou até aqui, sabe que o domínio, a hospedagem e o WordPress são os pilares do seu site. Entretanto, é preciso preenchê-lo e configurá-lo adequadamente para que ele se torne um espaço realmente funcional e encontrável na web. É o que você aprenderá a fazer a seguir!

1. Ajustes básicos de UX e SEO

Ao configurar um site WordPress, a primeira coisa que devemos fazer é acessar o painel do CMS pela URL padrão “dominio.com.br/wp-admin”.

Informe seus dados e dê um Enter para contemplar o seu WordPress — lembrando que ele é realmente seu, não é um serviço SaaS (software as a service) como outras opções do mercado.

painel wordpress

Há quem diga que o WordPress não é muito intuitivo. Realmente ele não é tão divertido como um Wix da vida, por exemplo, mas, sinceramente, não existe muito segredo na sua utilização. Quem não está acostumado com esse tipo de plataforma vai travar um pouco nos primeiros acessos, mas isso é natural, por isso é bom fazer um exercício inicial.

Dê uma rápida navegada nos menus, nas ferramentas e nas opções disponíveis, sem medo de cometer erros ou fazer bobagens. Como seu site está nu, você não tem absolutamente nada a perder e mesmo quando tiver, praticamente todos os problemas se resolvem com um backup. Ensino a fazer isso nesse outro passo a passo, mas não é preciso se preocupar agora.

Já se familiarizou com a plataforma? Então é hora de começar a configurar o seu site WordPress!

Vamos iniciar fazendo ajustes básicos no próprio WordPress, antes de começarmos a instalar plugins. Nosso foco agora é UX (User Experience), a experiência do usuário, mas as configurações também têm impacto no SEO. Vamos lá?

Leitura: função da página inicial e rastreamento

No menu lateral, arraste o mouse até “Opções” — bem no finzinho — e selecione “Leitura”.

menu wordpress, opção leitura

Em opções de leitura, você poderá configurar a página inicial do seu site, aquela acessada diretamente pelo seu domínio. Em blogs, é comum mantermos a exibição dos últimos artigos listados, mas você pode criar uma página personalizada com os elementos que desejar.

No primeiro caso, você também configura, abaixo, o número de artigos exibidos na página e no nicho, além da exibição. Você pode optar por exibir os artigos completos em sequência ou apenas um resumo para que o usuário clique e acesse a página, o que é mais recomendável na maior parte dos casos.

Se você está criando um site institucional ou corporativo e deseja uma página estática, basta marcar essa opção, mas antes será preciso criar a página, claro. O WordPress traz uma página de exemplo (Sample Page) previamente criada que você pode editar.

menu wordpress, opções de leitura

A última opção (Desencorajar os motores de pesquisa de indexarem este site) só deve ser marcada se:

  • a produção de conteúdo do seu site não tem previsão de início;
  • se a sua marca já é procurada na web, mas você só pretende lançar o site no futuro;
  • se o seu site for servir apenas para estudos e testes.

Essa função faz com que o WordPress informe aos robôs dos mecanismos de pesquisa que você não quer indexar as suas páginas nos buscadores. Nessas situações, é comum que os criadores mantenham uma página com o famoso “em construção” (essa opção está disponível dentro das opções do plugin de segurança que usaremos).

Se não se enquadra nas situações citadas, recomendo deixar essa opção desmarcada. O ideal é que o seu site seja reconhecido pelos mecanismos de pesquisa o quanto antes.

Feitas as configurações, clique em “Guardar alterações“.

Discussão: comentários e pingbacks

Arraste o mouse mais uma vez para “Opções” e selecione, agora, o item “Discussão”.

menu wordpress, opção discussão

Aqui, encontramos as configurações de comentários do site. Você deve marcar e desmarcar as opções conforme achar mais conveniente para o seu projeto. Em geral, as pessoas costumam se manifestar mais em postagens de redes sociais e quase nunca dentro dos sites, mas a escolha é sua.

O único detalhe que não deve passar despercebido são os pingbacks. É extremamente recomendado desmarcar as duas primeiras opções, isso fará com que todos os seus artigos, por padrão, não enviem ou permitam pingbacks de outros sites.

configurar site wordpress: opções de discussão

Os pingbacks são protocolos que informam, via comentário automático, que um link do seu site foi citado na página de outro (backlinks). Eles foram muito usados no passado para fazer parcerias entre blogs e creditar autores, mas tornaram-se desnecessários nos últimos anos com a chegada de ferramentas de SEO, como Search Console e SEMrush, que permitem descobrir e gerenciar esses backlinks sem precisar lidar com uma avalanche de comentários e spams.

Para saber mais sobre pingbacks e trackbacks, acesse meu artigo sobre o assunto no blog da Rock Content.

Neste artigo não me aprofundarei em estratégias de SEO, mas você deve saber que os backlinks são essenciais para rankear no Google — esse é um dos principais parâmetros usados pelo buscador para determinar os sites que aparecem no todo das pesquisas. Os pingbacks, porém, são uma das piores formas de gerenciá-los, por isso, recomendo desativá-los.

Outra questão que merece destaque são os cookies de comentários. Os cookies dessa área não são os mesmos usados para rastrear visitantes, eles são usados aqui apenas para manter o usuário logado de modo que ele não precise logar novamente para comentar no site em uma nova visita.

Esse é o mesmo mecanismo usado por serviços de e-mail e redes sociais para que você não precise informar login e senha a cada acesso.

Tratando dos comentários de sites, porém, exigir login é uma boa tática de segurança, mas é um pouco forçado. Como disse, as pessoas atualmente não costumam comentar nos sites e essa etapa adicional os desestimulará ainda mais. Sendo assim, recomendo desativá-los, mantendo desmarcadas a segunda e quarta opção.

menu wordpress, outras opções de comentários

Mantendo esse padrão nas opções, as pessoas poderão comentar livremente e não serão gerados cookies nessa área. Mas atenção: esse ajuste vale apenas para o sistema de comentários nativo do WordPress, não para plugins adicionais instalados.

Vale destacar aqui a lei de dados brasileira, já em vigor, a LGPD. A legislação traz várias exigências em relação ao armazenamento e uso de dados pessoais (inclusive endereços IPs!) e, por isso, é interessante evitar cookies desnecessários.

As demais opções são relacionadas à notificações e moderação de comentários. Só para você saber, o gerenciamento dos comentários é feito na seção “Comentários” do menu lateral, ok?

URLs

Voltando a “Opções”, vamos agora para “Ligações Permanentes“.

menu wordpress, opção ligações permanentes

Aqui definimos o padrão das URLs, ou seja, o formato dos endereços das páginas que serão criadas no seu site. A orientação aqui é uma só: mantenha o mais simples possível.

configurar site wordpress: opções de ligações permanentes

Em termos de SEO, o que não pode faltar em sua URL é a palavra-chave trabalhada no texto. As demais informações são dispensáveis.

Sendo assim, a recomendação da maioria dos profissionais será a seguinte: se você trabalha com conteúdos noticiosos (que perdem relevância rapidamente ou devem ser atualizados com muita frequência), opte por exibir a data (ano, dia e mês) e o título do artigo.

Se for um blog com conteúdos evergreen — como chamamos os materiais que são construídos “sem prazo de validade”, digamos assim —, opte pelo mais simples possível. Recomendo usar o nome do artigo (dominio/nome-do-artigo), apenas.

Para uma otimização excelente, dispense o título completo e mantenha apenas a palavra-chave (domínio/palavra-chave). Isso beneficiará o SEO e ainda facilitará o gerenciamento dos seus conteúdos.

É claro que você pode adotar outros padrões, como citar o autor, a categoria ou o ano. Você pode montar exatamente do seu jeito marcando a última opção (estrutura personalizada). Apenas mantenha o mais simples possível.

Não se esqueça de guardar as alterações.

2. SEO (Yoast)

Já fizemos alguns ajustes de SEO no tópico anterior e continuaremos fazendo ao longo de todo o tutorial. Tenha em mente que os buscadores analisam tudo, da estrutura técnica à qualidade da experiência que você entrega aos seus visitantes.

O que vamos fazer agora é adicionar as ferramentas e providenciar os ajustes essenciais para que seu site seja rastreado e indexado de forma correta pelos mecanismos de pesquisa. A maior parte do que faremos tem caráter técnico, mas os benefícios serão percebidos em vários outros aspectos do site. Vamos continuar.

No menu lateral, posicione o mouse sobre “Plugins” e selecione “Adicionar novo”.

wordpress: adicionar novo plugin

Vá até o campo de busca no canto superior direito e digite “seo”. A primeira opção, “Yoast SEO“, é a que usaremos. Existem outros serviços dessa categoria, mas o Yoast é, de longe, o mais utilizado, pois é fácil de configurar, oferece tudo o que precisamos e é gratuito (os principais recursos).

Clique, sem medo, em “Instalar” e depois em “Ativar“.

yoast seo em adicionar plugins wordpress

Finalizado o processo, você verá a opção “SEO” no menu lateral. Repouse o mouse sobre ela e clique em “Geral” para abrir o painel do Yoast.

menu yoast wordpress: geral

O melhor do Yoast é que ele realmente cuida de tudo no que diz respeito ao SEO do seu site, é quase como um consultor extremamente dedicado. Além de orientar a criação dos seus artigos (você verá várias sugestões dele no editor de texto), o plugin também cria e gerencia o seu sitemap (uma espécie de inventário das páginas do seu site) e demais mecanismos necessários para a indexação.

Para saber mais sobre sitemaps, acesse meu artigo sobre o assunto no blog da Rock Content.

Para tudo funcionar bem, porém, é preciso configurar o plugin corretamente. Acesse, então, o bloco “Configuração inicial de SEO” e clique no link “assistente de configuração”.

Yoast SEO dashboard: geral

Na primeira opção (Ambiente) você decide se deseja permitir que os robôs do Google e de outros buscadores indexem o seu conteúdo. Como dito, se você pretende começar a sua produção de conteúdo em breve, não há motivos para impedir a indexação.

Se mudar de ideia, saiba que você pode alterar todas as configurações do Yoast reiniciando o assistente. Só evite fazer isso quando o seu site já tiver um bom número de páginas rankeando no Google, pois, dependendo da mudança, você pode comprometer seus resultados.

assistente de instalação do yoast: ambiente

Agora, você deve informar o que o seu site é: um blog (publica artigos?), um portal de notícias (publica, em maior parte, materiais noticiosos?) ou um site institucional (usado apenas para divulgação da marca e contato)?

assistente de instalação yoast: tipo de site

Aqui, você informa se o site é pessoal (deverá selecionar o usuário em questão) ou é uma organização (poderá informar nome, logotipo e redes sociais).

assistente de instalação yoast: organização ou pessoa

Na etapa 4, você deve definir os conteúdos do seu site que você quer que sejam exibidos nos resultados de pesquisa. Ainda que o foco de atração do seu site sejam os artigos, recomendo indexar as páginas também, pois há conteúdos importantes para serem encontrados como Sobre, Contato, Políticas etc.

assistente de instalação yoast: visibilidade em motores de pesquisa

Na próxima etapa, você define se o seu site terá um ou mais autores. Se você não pretende informar o autor dos conteúdos nos artigos, marque a primeira opção. Se seu site tem uma equipe ou convidados que assinam os materiais, selecione “Sim”.

assistente de instalação yoast: múltiplos autores

O título do seu site você já escolheu anteriormente. Agora você pode escolher o tipo de separador (símbolo) que ficará entre ele o título do artigo nos resultados das buscas.

assistente de instalação yoast: definições do título

Os próximos itens são de interesse do Yoast. Primeiramente você deve escolher se autoriza o plugin a coletar dados do seu WordPress de forma anônima para aprimorar os seus serviços. A escolha aqui é sua.

assistente de instalação yoast: ajude-nos a melhorar o Yoast SEO

Na etapa 8, você tem a opção de se cadastrar na newsletter do Yoast SEO e conferir alguns conteúdos da empresa, incluindo as funcionalidades da versão paga da ferramenta e o curso online. Todo o material da Yoast é em inglês.

assistente de instalação yoast: continue a aprender

Cadastre-se se deseja receber os conteúdos do blog da Yoast, veja os vídeos se quiser. Depois clique em “Seguinte“.

Para finalizar a configuração, basta clicar em “Fechar” na última etapa do assistente.

assistente de instalação yoast: sucesso

O Yoast nos livra de muitas tarefas cansativas, como a atualização de sitemaps e a edição de dados estruturados. No dia a dia, o papel dele será analisar a qualidade dos seus artigos em termos de SEO.

Em relação a isso, é importante que você não fique obcecado com as notas verdes do plugin, pois nem todo conteúdo de qualidade ou bem rankeado é bem avaliado pelo no Yoast. A ferramenta é um pouco rígida em alguns aspectos e também não é muito feliz com o português. Sendo assim, o melhor é considerar as avaliações da ferramenta como sugestões, não como regras.

3. Monitoramento e marketing

Se você tem um site, vai querer saber como as pessoas chegam até ele e como elas se compartam nas suas páginas, certo?

Esse é o principal papel das ferramentas de monitoramento: revelar o que os usuários fazem no site, quem são eles, o que gostam, o que não gostam, o que desejam, o que reprovam e outras questões nesse sentido. Sem elas, gerenciar um site seria como guiar um veículo com os olhos vendados.

Um bom monitoramento depende de ferramentas internas (instaladas no seu site) e externas (geralmente plataformas SaaS). O mercado atual oferece um verdadeiro universo de serviços dessa categoria, mas, neste artigo, ensino a ativar apenas os considerados essenciais: o Search Console e o Google Analytics.

Antes, porém, vou apresentar o Koko Analytics, uma alternativa interessante para quem tem um projeto focado em privacidade.

Continue a leitura!

Koko Analytics (para sites privacy-friendly)

Há quem diga que é impossível gerenciar um site comercial nos dias de hoje sem o Search Console e o Google Analytics, e, de fato, as informações e relatórios que essas ferramentas geram são incomparáveis.

Entretanto, há uma preocupação crescente entre os desenvolvedores em relação à entrega de dados pessoais para empresas terceiras e as responsabilidades legais envolvidas nisso. Nesse sentido, as soluções privacy-friendly, como são chamadas as aplicações que respeitam a privacidade dos usuários, estão ganhando espaço.

Entre os serviços de monitoramento, um bom exemplo é o Koko Analytics, um plugin de código aberto que não compartilha dados com plataformas externas. A ferramenta usa apenas um cookie para identificar visitantes únicos, e ele ainda pode ser desativado facilmente nas configurações.

painel koko nalytics

Para utilizá-lo, basta buscar por “Koko” no WordPress, instalar e ativar. Uma grande vantagem é que ele é um plugin do tipo “plug and play”, o que significa que basta ativá-lo para desfrutar do serviço. Nenhuma configuração é necessária.

Essa é uma boa escolha para quem não pretende realizar testes e análises refinadas de tráfego. O lado ruim é que, como os dados se restringem ao número de visualizações de páginas, você não terá uma visão muito ampla do comportamento dos usuários. Se isso é relevante ou não, vai depender dos objetivos do seu projeto.

Search Console

O Google Search Console é uma plataforma focada no monitoramento e no gerenciamento das suas URLs no Google. É uma espécie de central de controle na qual você confere o status das suas páginas no buscador, descobre problemas e recebe orientações para resolvê-los.

De maneira geral, a ferramenta serve para acompanhar a evolução do seu site nos resultados de pesquisa. Você saberá quando seus novos posts começaram a ser indexados, em que pesquisas eles aparecem e para qual palavra-chave eles mais estão gerando resultados, entre outras informações relacionadas à busca.

Esse serviço é externo, ou seja, não demanda nenhuma instalação. Entretanto, você precisa se cadastrar e confirmar a propriedade do seu site para que o Google libere o acesso aos dados. É o que faremos a seguir.

Busque por Search Console no Google ou acesse diretamente https://search.google.com/search-console. Você chegará na página inicial do serviço. Clique em “Iniciar agora“.

search console home: configurar site wordpress

Para fazer o login, você precisará de uma conta Google. Use seu e-mail profissional ou o da sua empresa, pois ele será usado para enviar notificações relacionadas ao serviço e seu site.

google login

Agora você deve escolher entre monitorar todos os subdomínios do seu site (primeira opção) ou apenas monitorar as URLs de um domínio específico.

search console: tipo de propriedade

Escolhendo a primeira opção, você terá acesso aos dados de todas as URLs vinculadas ao seu site (que no Search Console é citado como propriedade),mas será preciso acessar o painel do provedor do seu domínio (Registro.br, Hotgator, Godaddy etc.) e inserir um código de verificação nas configurações de DNS.

A primeira opção não é complexa, mas como o objetivo aqui é ser o mais simples possível e a maioria dos leitores daqui necessitam apenas de sites básicos (com uma única URL), ficaremos melhor com a segunda opção. Digite, então, a URL do seu site com o prefixo correto (https://domínio.com.br) e clique em “Continuar”.

Na próxima etapa, você deverá confirmar que o domínio é seu (ou que você tem autorização para acessar seus dados). Faremos isso no WordPress.

O método mais simples de todos é pela tag HTML. Role um pouco a página e clique em Tag HTML para ter acesso às opções.

search console: verificar propriedade

De acordo com as instruções, copie o código indicado e siga para o seu painel no WordPress (em uma nova aba, certo?).

Para prosseguir, vamos precisar de um novo plugin. Arraste, portanto, o mouse até “Plugins” e clique em “Adicionar novo“, como fizemos antes.

adicionar novo plugin wordpress

Busque por “Insert Headers and Footers“, instale e ative o plugin.

wordpress plugins: insert headers an footers

Após instalar e ativá-lo, as funções do plugin estarão disponíveis na seção “Opções” do menu lateral. Você pode acessá-lo por lá ou pela mensagem de confirmação da instalação.

thank you for installing: Insert Headers and Footers!

O Google orienta inserir o código HTML indicado antes da primeira seção <body>, que é o primeiro bloco exibido no painel do plugin. Basta colar o texto nessa área, rolar a página e clicar em “Save”.

Insert Headers and Footers: colar código em <body data-rsssl=1 data-rsssl=1>: insert headers and footers

Feito isso, retorne ao assistente do Google Search Console e clique em “Verificar“. Se você fez tudo certinho, uma mensagem de confirmação será exibida.

search console: propriedade verificada

Para acessar o seu painel no Search Console, basta clicar em “IR PARA A PROPRIEDADE“.

Como seu site ainda não tem materiais, o seu painel provavelmente estará vazio. Quando começar a publicar conteúdos, pouco a pouco, você poderá desfrutar dos diversos recursos do serviço.

Google Analytics

O Google Analytics é, provavelmente, o serviço de monitoramento de Marketing Digital mais utilizado no mundo. É claro que existem várias outras soluções equivalentes, mas o GA se destaca por utilizar o incomparável banco de dados do Google.

Esse benefício, inclusive, é o preço que se paga pela “gratuidade” da ferramenta: todos os usuários compartilham informações de seus sites com a empresa (de forma privada, claro). Embora o processo de configuração apresente algumas opções de privacidade, alguns dados serão sempre coletados.

Sinceramente, não acho que isso seja um problema para usuários comuns, mas sei que existem pessoas que se posicionam contra essas práticas. Por isso, estou informando.

Discussões à parte, é inegável que a ferramente é muio útil para criar e gerenciar estratégias de marketing na internet. Entre suas diversas funções, o GA permite:

  • descobrir a origem dos visitantes do seu site (buscador, redes sociais, URL etc.);
  • conhecer o perfil das pessoas que o acessam (dados demográficos e interesses pessoais);
  • definir os canais que mais geram resultado;
  • comparar o desempenho dos conteúdos;
  • avaliar o layout e a velocidade das páginas;
  • fazer testes de conversão básicos.

Com Search Console configurado, fica fácil criar uma conta no Google Analytics, afinal, eles utilizam a mesma plataforma de dados. Veja só.

Acesse https://analytics.google.com para ir até o painel do Analytics. Como já está logado, provavelmente será direcionado automaticamente para a aba “Configurações”.

De qualquer modo, é bom verificar se a conta é a mesma usada na configuração do Search Console. Se não for, troque nas opções do Google no canto superior direito da tela.

Caso não caia diretamente na seção Administrador (como na imagem abaixo), basta clicar na engrenagem no fim do menu lateral esquerdo. Nessa área, clique em “Criar conta“.

google analytics: administrador

Aqui, você nomeará a sua conta (não precisa ser o nome do site, é apenas o nome da conta no Analytics que será vinculada a ele) e informará suas preferências em relação à coleta de dados pelo Google. Marque da maneira que achar melhor e clique em “Próximo“.

google analytics: configurações da conta

Nessa etapa, você nomeia a propriedade que deseja monitorar — recomendo informar o nome do site ou do subdomínio que pretende monitorar — e seleciona o fuso horário e a moeda. Essas informações servem para orientar o monitoramento do seu site WordPress, ok?

Clique em “Próximo” após preencher todos os campos.

google analytics: detalhes da propriedade

Agora, você deve informar os dados comerciais do seu site.

google analytics: sobre a sua empresa

Se o seu site não representa uma empresa, considere-se um empreendedor individual (empresa pequena).

Nas opções de usabilidade do Analytics, não se preocupe em escolher exatamente os itens que deverão ser usados em sua estratégia, até porque seus objetivos podem mudar. Na dúvida, selecione tudo ou ignore apenas as medições que certamente não lhe interessam.

Por fim, clique em “Criar“.

Será exibido um pop-up com os termos e condição do Google em várias línguas. O ideal é dar, pelo menos, uma conferida. Se estiver tudo bem, clique em “Aceito“.

Feito isso, iremos para a próxima etapa na qual configuraremos a propriedade, o que significa vincular o seu site à conta que acabamos de criar. Para começar, selecione a plataforma “Web” — estamos configurando um site WordPress, certo?

google analytics: fluxo de dados

Na área seguinte, você deverá informar a URL do seu site e escolher um nome para o fluxo de dados, que é o conjunto de dados que pretendemos analisar. São nomes demais, eu sei, mas já estamos acabando.

Você pode dar uma conferida nos dados que serão monitorados (e desativar algum deles se quiser) clicando na engrenagem no canto esquerdo para configurar.

google analytics: fluxo da web

Feito isso, vá em “Criar fluxo” para receber os dados de acompanhamento.

Existem duas formas de vincular o seu site ao Analytics: pelo código ID ou pela tag global do site que será disponibilizada para você.

google analytics: vincular site wordpress

Optando pela tag (abaixo), o processo é o mesmo do Search Console. Basta clicar na opção para exibir o código HTML, copiá-lo e, então, colá-lo abaixo do código do Search Console dentro do painel do plugin Insert Headers and Footers. Não esqueça de salvar.

Feito isso, o Google Analytics passará a coletar e exibir os dados do seu site, mas será preciso acessar a ferramenta para conferi-los. Para tornar a análise mais prática no dia a dia, você pode usar um plugin e ter as principais informações exibidas no painel do WordPress. É o que faremos a seguir.

MonsterInsights

Dentro do WordPress, busque por “analytics” na loja de plugins (Adicionar plugins) e instale/ative o “MonsterInsights“, que é o plugin mais utilizado e bem avaliado no momento.

wordpress busca: monsterinsights

Após instalar e ativar, você será direcionado para a página de boas vindas do plugin. Role um pouco a página até encontrar o botão “Lauch the Wizard!” e siga em frente.

monster insights: iniciar assistente de instalação

O assistente é semelhante ao do Yoast. Selecione o seu tipo de site e clique em “Save and Continue“.

setup monster insights: welcome

Em seguida ele oferece a versão PRO (paga). Ignore e clique em “Connect Monsterinsights“.

setup monster insights: connect website

Você será redirecionado para o Google e lá deverá escolher uma conta (escolha a que foi usada para configurar o Analytics e o Search Console). Se estiver logado em apenas uma conta, você irá direito para as opções de compartilhamento de dados.

setup monster insights: opções de compartilhamento

Aqui você deve conceder autorização para que seus dados sejam compartilhados com o plugin. Dê uma conferida e clique em “Permitir“.

Na tela seguinte, confirme o perfil que deseja rastrear (o perfil da sua URL) e clique em “Complete Connection“.

setup monster insights: complete

Depois disso, voltamos ao assistente de instalação do Monster Insights.

setup monster insights: finish

Você pode deixar as configurações como estão. Apenas no fim, recomendo marcar a opção para atualizações automáticas (Install Updates Automatically).

A última opção é um pedido da empresa para coletar dados do site de forma anônima a fim de aprimorar os seus serviços. Ao marcar, você autoriza a coleta.

Marque se desejar contribuir com os desenvolvedores e, em seguida, clique em “Save and continue”.

Na etapa seguinte, serão apresentados alguns complementos pagos para o serviço, o que não deve te interessar agora. Apenas clique em “Save and continue” mais uma vez.

setup monster insights: services

A última recomendação é o WPForms, um plugin realmente muito bom, mas que vamos ignorar agora para não perdermos os rumos do tutorial. Clique em “Skip this Step”.

setup monster insights: ads

Se chegou na pagina de confirmação abaixo é porque deu tudo certo. Basta clicar em “Finish Setup & Exit Wizard” para finalizar.

setup monster insights: exit wizard

Pronto! Agora, ao acessar o painel do seu WordPress, você verá o bloco do Monsterinsights com os principais dados de monitoramento do seu site.

monster insights: painel wordpress

Como seu endereço é novo, naturalmente você deve esperar suas páginas receberem tráfego para começar a ver os dados.

4. Segurança

Você pode pensar que as configurações de segurança interessam apenas pessoas que trabalham com dados sigilosos ou e-commerces que fazem transações financeiras. Nada disso!

Todo site WordPress, inclusive aqueles que só postam conteúdos simples, estão sujeitos a ataques, e o alvo geralmente são os serviços de hospedagem. Tentativas de acesso por robôs são muito comuns e é, por isso, que você deve se prevenir.

Como sempre, faremos isso com a ajuda de alguns plugins. O primeiro deles é o Akismet Anti-Spam. Ele já vem pré-instalado no WordPress, então basta ativá-lo e configurá-lo.

Akismet Anti-Spam

Acesse “Plugins” no menu lateral e vá até “Plugins instalados”. Os plugins são exibidos em ordem alfabética, logo ele deve ser o primeiro da lista. Clique em “Activar”.

plugins wordpress: ativar akismet

Em seguida, selecione “Configure a sua conta Akismet”.

akismet: configure a sua conta

Serão exibidos diversos planos, sendo apenas o pessoal (Personal) gratuito. Ainda que seu site seja comercial, recomendo começar pelo plano free. Constatada a necessidade de uma proteção mais robusta futuramente ou a configuração de múltiplos sites, considere fazer o upgrade.

Por ora, então, ficamos com a primeira opção: “Get Personal”.

akismet: planos

O Akismet solicita uma contribuição opcional. Se não deseja contribuir, basta arrastar a barra em questão totalmente para a esquerda.

akismet: checkout

Ao fazer isso, o formulário para dados de pagamento desaparecerá e bastará preencher o e-mail, nome e URL do site. Marque todas as opções na consequência e, por fim, clique em “Continue With Personal Subscription”.

akismet: plano personal

Você receberá um código de confirmação por e-mail. Informe-o no local indicado e clique em “Continue”.

akismet: confirmation code

Feito isso, vá até o seu e-mail para acessar a chave de acesso (API Key) que será enviada por mensagem. Isso pode levar alguns minutos.

Copie o código do e-mail e, no painel do Akismet dentro do WordPress, clique no link “Manually enter an API key”.

akismet: ativar com api key

Cole o código no local indicado e clique em “Ligar com chave de API“.

akismet: ligar com chave api

Pronto. Agora você verá o painel do Akismet.

akismet: dashboard

Tudo certo, plugin funcionando!

Além de conferir os acessos e comentários bloqueados, você pode moderá-los. As configurações padrão do plugin são suficientes, mas você pode alterar algumas opções rolando a página, se desejar.

All In One WP Security & Firewall

O próximo plugin é o All In One WP Security & Firewall, um dos pacotes de segurança mais populares do WordPress.

Você pode se perguntar se é necessário usar dois serviços anti-spam no site. Entretanto, as funções do All In One vão muito além disso, com destaque para os recursos de proteção de login.

Considere-o como um “trinco” na porta do seu WordPress para dificultar (e muito) a entrada indevida de robôs e hackers.

Vá para “Adicionar plugins” e busque por “All In One WP Security” (cuidado para não confundir com o All In One SEO). Como sempre: “Instalar” e “Activar”.

wordpress busca: all in one wp security

A seção “WP Security” surgirá no menu.

Bem, a configuração do plugin é relativamente simples, mas deve ser feita com alguma cautela, pois algumas opções combinadas podem dar uma bela dor de cabeça depois — falo por experiência própria.

Para não deixar este texto ainda mais longo, fiz um artigo dedicado à configuração do WP Security: “Manual para configurar o All In One WP Security (sem fazer besteira)”.

Recomendo conferir agora ou depois para concluir a sua configuração de segurança.

Atualizações automáticas

Por fim, é fortemente recomendado manter seus plugins e temas atualizados, pois os desenvolvedores estão sempre corrigindo bugs e possíveis brechas de segurança.

Você pode fazer isso manualmente — o que não é nada prático — ou permitir que o WordPress atualize tudo automaticamente.

Para ativar as atualizações automáticas para todos os plugins acesse “Plugins instalados”. Por lá, selecione todos os plugins e na caixa “Acções por lotes”, selecione a opção “Activar actualizações automáticas”. Depois, clique em “Aplicar”.

configurar site wordpress: ativar atualizações automáticas

Lembre-se de que você deverá ativar essa função nos futuros plugins que instalar, caso eles não sejam instalados com essa opção pré-configurada. Não se esqueça de conferir!

É também recomendável remover plugins e temas inativos, as ferramentas que estão instaladas no seu WordPress, mas estão desativadas, apenas consumindo espaço e processamento.

Se está começando no WordPress, saiba que para desativar e excluir plugins o processo é o mesmo. Basta selecionar a ação desejada na caixa “Acções por lotes” e depois “Aplicar”.

5. Performance

Além da segurança, precisamos pensar na performance do site, especialmente hoje, em que a maior parte dos acessos parte de dispositivos móveis utilizando redes instáveis.

Tendo isso em vista, é bom evitar elementos dispensáveis (até porque a visualização no mobile costuma ocultar vários itens das páginas), usar imagens compactadas e optar por vídeos embedados — aqueles que rodam a partir de outras plataformas, como os links do YouTube.

O seu site deve ser leve e responsivo, ou seja, funcionar bem em qualquer dispositivo, o que pode ser obtido com um bom tema (falaremos deles no próximo tópico) e plugins de otimização, como o Hummingbird e o WP-Optimize, que escolhi para este tutorial. Confira!

WP-Optimize – Clean, Compress, Cache

Pense em uma ótima solução “tudo em um”. Assim é o O WP-Optimize – Clean, Compress, Cache, um plugin que comprime imagens, dados de cache e também otimiza códigos CSS e JavaScript. Tudo isso para tornar seu site mais leve e ágil.

Agora você já sabe: vá até “Plugins”, “Adicionar novo”, busque por “WP-Optimize”, instalar, ativar.

wp optimize na busca wordpress

Concluído o processo, você verá a seção WP-Optimize no fim do menu lateral. Clique para abrir o painel do plugin.

A tela de boas vindas (em inglês) é também a aba para otimização da base de dados. No menu superior direito, você encontra diferentes setores de otimização.

wp optimize: dashboard

Na aba atual, não é necessário fazer nada, afinal seu site está novinho em folha.

Se em algum momento for necessário, gerencie as opções dessa área com bastante cuidado para evitar remoções indevidas. Alguns procedimentos apagam revisões de conteúdos, bem como comentários em moderação. Na dúvida, deixe como está.

O que nos interessa mesmo são as próximas abas, começando pela “Imagens”. Marque a primeira opção (Automatically compress newly-added images) para que novas imagens adicionadas sejam automaticamente comprimidas.

wp optimize: comprimir imagens

Faremos o mesmo na aba “Cache”. Marque a primeira opção (Enable page caching) para que o plugin gerencie automaticamente o cache do seu site.

wp optimize: otimizar cache

Por fim, na aba “Minify”, selecione a opção (Enable Minify) para que os códigos JavaScript e CSS do site sejam otimizados.

O plugin exibe um alerta esclarecendo que, embora seja raro, alguns sites podem ter problemas ao ativar a função. Se notar que algo não está funcionando corretamente, retorne e desative essa opção.

wp optimize: minimizar códigos

Você deve ter percebido que o WP-Optimize apresenta uma série de outras opções de configuração, mas o procedimento que fizemos já é suficiente para a maioria dos sites, o que inclui o seu.

6. Temas (Aparência)

Deixei os temas para o fim de propósito. Geralmente quem começa a criar sites preocupa-se demais com o visual, muitas vezes negligenciando tarefas extremamente importantes, como as que realizamos anteriormente.

Como o tutorial já está enorme, não vou me estender muito por aqui despejando uma longa lista de plugins. Na internet você encontra vários guias com temas gratuitos e pagos para escolher. Se quiser, pode dar uma olhada nos guias da Rock content e do Neil Patel.

Para adicionar um tema, o processo é exatamente o mesmo da adição de plugins. A diferença é que acessamos a seção “Apresentação”. Nela você encontrará a área “Temas“.

configurar site wordpress: temas

Você pode ficar com o Twenty Twenty-One, que é o tema padrão, editá-lo clicando em “Personalizar” ou adicionar um novo em “Adicionar novo”.

Na área de busca, você pode usar filtros no menu para encontrar temas. Geralmente visito a aba “Mais recentes” para ver se há algo novo que me agrada.

wordpress: adicionar temas

Clicando sobre o tema, você vê os detalhes e as avaliações dele, além de uma pré-visualização no seu site. Entretanto, se você ainda não tem nenhum artigo ou página pronta, essa amostra não ficará muito interessante.

Uma dica: antes de escolher um tema, publique um artigo e uma página com o texto, a estrutura e os tamanhos que pretende utilizar (pode ser um conteúdo teste com lorem ipsum). Ai sim compare temas analisando qual se encaixa melhor.

Quais são os melhores temas?

Existem milhares de temas gratuitos e pagos. Os melhores geralmente oferecem versões gratuitas e cobram por funcionalidades extras.

Tenho certeza que muitas opções free podem te atender muito bem. O que incomoda é que elas são (obviamente) mais utilizadas, o que fará com que seu site fique parecido com vários outros sites da web.

Entretanto, há excelentes opções grátis com diversas possibilidades de personalização, uma delas é o Neve.

tema Neve no wordpress

Esse tema é extremamente versátil. Com ele, você pode deixar o seu site institucional, pessoal ou blog com a sua cara. No entanto, esse é também o seu maior defeito. São tantas opções, que configurá-lo acaba tomando bastante tempo.

Outra opção é o Twenty Twenty, o antecessor do atual Twenty Twenty-One. Essa série numérica é adotada nos temas padrão do WordPress, desenvolvidos pela equipe oficial do CMS.

tema twenty twenty demo

A última versão, sinceramente, não me agradou, mas a anterior é muito legal. O tema disponibiliza diversas opções de personalização e, como todas as suas versões, ele roda perfeitamente bem.

Além desses, não poderia deixar de mencionar o prestigiado Elementor, um dos construtores de páginas mais utilizados do WordPress.

A ferramenta é extremamente completa e oferece serviços gratuitos e pagos. A maior vantagem é que ela torna a criação de páginas tão simples quanto a de serviços populares na internet, como o Wix.

Particularmente, acho o painel e o editor do WordPress bastante simples de usar, embora seja necessário alguns dias para se acostumar.

Entretanto, os editores do tipo “arraste e solte” podem ser interessantes para quem gosta de uma experiência de construção de sites mais intuitiva ou divertida, digamos assim, e para quem precisa criar páginas mais ricas e dinâmicas.

Como escolher um tema?

O visual dos plugins pode encantar, mas não devemos nos prender às aparências. Como dito, o mais importante é ter um site que rode bem em dispositivos móveis, não só pelo uso predominante dos smartphones, mas porque o Google dá prioridade a versão mobile do seu site na indexação.

Aconselho você a escolher temas respeitados e bem avaliados. Temas de má qualidade podem comprometer a segurança e o desempenho do seu site. Mantê-los atualizados é outro cuidado importante.

Ao comparar layouts, teste seu site em ferramentas como o Page Speed Insights para analisar a performance do tema em dispositivos móveis. Só não fique obcecado com as notas verdes. Você pode observar abaixo que nem o Google tem uma nota considerada ótima.

painel page speed insights

Se a sua nota piorou após instalar um tema, é melhor testar outro. Essa é a lógica básica.

7. Outros plugins úteis

Para finalizar, separei alguns plugins com funções úteis que também beneficiarão a sua rotina como webmaster. Esses serão os últimos deste tutorial. Ufa!

Contact Form by WPForms

Você vai precisar de um plugin de formulário, nem que seja só para fazer uma página de contato. Minha sugestão é o Contact Form by WPForms, um plugin muito estável e com tudo o que a maioria dos sites precisa para fazer páginas de cadastro e pequenas pesquisas, mesmo na versão gratuita.

Instalar contact forms no wordpress

Outra opção espetacular é o Forminator. Dê uma conferida nele também.

Comments – wpDiscuz

wpDiscuz é um plugin de comentários bastante leve, intuitivo e versátil, seja para o site, seja para os usuários. Seu visual é bastante “clean” e diferentemente de outras opções, ele não exibe anúncios no plano gratuito.

wpdiscuz wordpress

Jetpack

Jetpack é a famosa “caixa de ferramentas” criada pelos desenvolvedores do WordPress. O plugin reúne diversas funcionalidades, como backup, segurança, SEO e responsividade.

O problema é que ele realmente tem muita coisa, incluindo funções que muita gente não precisa. Eu costumava usá-lo nos sites que trabalhava, mas o abandonei justamente por isso.

De qualquer forma, preciso admitir que é um plugin de altíssima qualidade, com selo do time oficial do WordPress. No entanto, é bom ter cautela na instalação para não entulhar o seu site com serviços desnecessários.

Instalar jetpack no wordpress

Sinto dizer, mas é altamente provável que seu site precise exibir aquele chato aviso sobre os cookies. Várias ferramentas que instalamos aqui os utilizam, em especial os serviços do Google, como o Analytics.

Você deve consultar a documentação dos plugins que utiliza (dê maior atenção aos de monitoramento, marketing e publicidade) para criar o seu aviso e elaborar uma página de privacidade (como essa).

Para exibir a mensagem, existem vários plugins disponíveis. Se precisa apenas de uma aviso simples, minha recomendação é o GDPR Cookie Consent Notice Box. Com ele, um box, semelhante ao apresentado abaixo, será exibido no primeiro acesso dos usuários.

cookie box gdpr cookie consent notice box wordpress

AMP

Para finalizar ― sim, esse é o último! ―, devo citar o plugin AMP, que pode ser instalado durante a configuração do Jetpack ou usando o plugin oficial. O AMP é um projeto open-source promovido pelo Google que tem como propósito otimizar páginas para dispositivos móveis tornando-as extremamente leves e rápidas.

O código cumpre o prometido, entretanto, pode sacrificar diversos elementos do tema e até impedir serviços de rastreamento e publicidade. Além disso, os sites podem necessitar de ajustes técnicos para evitar erros e alguns plugins podem deixar de funcionar na versão AMP das páginas. É, portanto, uma instalação que requer cuidado.

Instalar AMP plugin no wordpress

O AMP gera um bom debate sobre o Google e suas imposições na web, no caso as suas exigências em relação às páginas mobile. Não há dúvidas, porém, de que ele é uma excelente solução em termos de experiência do usuário e SEO.

Teste e tome a sua decisão!


A configuração de um site WordPress consiste, basicamente, em encontrar bons complementos e configurá-los. Agora você já sabe como procurar e instalar novos plugins e continuará fazendo isso frequentemente no seu dia a dia de trabalho com o CMS.

Existem várias formas de configurar um site WordPress e aqui apresentei apenas um caminho que considero prático e seguro para a maioria dos usuários, especialmente iniciantes. Se seguiu o tutorial corretamente, seu site está pronto para publicar conteúdos e fazer sucesso na web!

É isso. Como você pôde perceber, as configurações tomam um tempinho, mas essa é a parte fácil. Produzir conteúdo de qualidade e com consistência, isso sim é um desafio.

Sucesso! Até a próxima!

Por Leandro Abreu

Produtor de conteúdo com treinamento e experiência em Redação para Inbound Marketing, Storytelling, SEO (essencial, técnico e avançado), planejamento de Marketing de Conteúdo, bem como em criação e gerenciamento de sites WordPress. Saiba mais.

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