O cansaço digital está diretamente ligado ao excesso de estímulos online, incluindo publicidade constante, notificações e conteúdos repetitivos. Esse contexto gera uma saturação de conteúdo digital, reduzindo a atenção do consumidor e tornando a comunicação das marcas menos eficaz.
Como resposta, muitos usuários passam a utilizar bloqueadores de anúncios e desenvolver filtros mais rígidos para selecionar o que consomem, rejeitando comunicações consideradas invasivas ou irrelevantes.
Comportamento do consumidor digital em transformação
O novo cenário digital altera profundamente o comportamento do consumidor digital. A atenção se torna um recurso escasso, e o público passa a valorizar experiências mais autênticas, relevantes e menos interruptivas.
Nesse contexto, a atenção do consumidor se torna o principal ativo disputado pelas marcas, exigindo estratégias mais inteligentes e menos dependentes de exposição massiva.
Estratégias de marketing menos invasivas
O avanço do cansaço digital impulsiona a adoção de marketing menos invasivo, com foco em relevância e experiência de marca.
Marketing de conteúdo e valor informativo
O marketing de conteúdo ganha força como alternativa à publicidade direta. Em vez de interromper o usuário, as marcas passam a oferecer informações úteis, educativas ou inspiradoras, fortalecendo a percepção de valor.
Experiência de marca como diferencial
A experiência de marca se torna um elemento central na construção de relacionamento com o consumidor. Interações positivas e consistentes ajudam a criar confiança e reduzir a rejeição às mensagens comerciais.
Estratégias baseadas em engajamento orgânico
As empresas também investem em formatos que priorizam o engajamento orgânico, reduzindo a dependência de anúncios pagos e explorando canais mais naturais de comunicação.
Bloqueadores de anúncios e impacto no marketing digital
O crescimento dos bloqueadores de anúncios representa um desafio direto para o marketing tradicional. Com menos exposição a publicidade, as marcas precisam encontrar novas formas de alcançar o público sem depender de interrupções constantes.
Isso acelera a transição para estratégias mais integradas ao conteúdo e ao contexto de consumo.
Estratégias de marketing digital no novo cenário
Diante do cansaço digital, as estratégias de marketing digital passam por uma reestruturação. O foco deixa de ser a quantidade de exposição e passa a ser a qualidade da interação.
Marcas que conseguem equilibrar relevância, personalização e respeito à atenção do usuário tendem a se destacar em um ambiente cada vez mais competitivo.
Considerações finais
O cansaço digital representa um ponto de virada no marketing contemporâneo. A saturação de conteúdo e o excesso de publicidade online obrigam empresas a repensar suas abordagens e adotar estratégias mais conscientes.
Nesse novo contexto, o sucesso das marcas depende da capacidade de construir conexões reais, reduzir a invasividade e oferecer valor genuíno, respeitando a atenção e o tempo do consumidor digital.
A crescente digitalização da vida cotidiana trouxe consigo um fenômeno denominado cansaço digital.
Esse conceito descreve a exaustão mental e física experimentada por indivíduos devido à constante exposição a dispositivos eletrônicos, notificações e à saturação de informações online.
Nesse cenário, o marketing invisível surge como uma resposta estratégica, permitindo que marcas influenciem decisões de consumo de forma indireta, sem depender de publicidade explícita.
Cansaço digital e mudanças no comportamento do consumidor
O cansaço digital se manifesta diretamente no comportamento do consumidor. Observa-se uma redução na capacidade de atenção, aumento da irritabilidade com interrupções e maior seletividade em relação ao conteúdo consumido.
Nesse contexto, consumidores desenvolvem filtros mais rigorosos, ignorando mensagens consideradas invasivas ou excessivamente comerciais. Ao mesmo tempo, cresce a busca por conteúdo educativo, interações mais autênticas e experiências digitais menos intrusivas, o que impacta diretamente o engajamento de consumidores.
Marketing invisível e estratégias de marca
O marketing invisível se apoia em estratégias de marca mais sutis, baseadas em marketing de conteúdo e construção de valor ao longo do tempo. Em vez de anúncios diretos, as marcas passam a atuar por meio de informação, entretenimento e participação em comunidades digitais.
Esse modelo fortalece a presença digital de marcas e permite atuar na influência no consumo de maneira orgânica, sem interromper a experiência do usuário.
Desafios do marketing indireto no ambiente digital
O avanço do cansaço digital impõe desafios às estratégias de marketing indireto. A alta concorrência por atenção faz com que conteúdos superficiais percam relevância rapidamente.
Além disso, formatos tradicionais de publicidade tendem a ser ignorados, exigindo uma mudança de abordagem baseada em relevância, contexto e valor percebido pelo público.
Estratégias de marketing invisível para engajamento
Conteúdo educativo como base do marketing de conteúdo
O marketing de conteúdo se torna um dos pilares do marketing invisível, com foco na produção de materiais úteis, informativos e relevantes. O objetivo é educar e orientar o público, criando conexão sem abordagem comercial direta.
Comunidades digitais e relacionamento com o público
As comunidades digitais desempenham papel central na construção de relacionamento. Espaços de interação permitem que marcas participem de conversas de forma natural, fortalecendo vínculos e promovendo engajamento contínuo.
Experiência e relevância na jornada do consumidor
A influência no consumo depende cada vez mais da experiência oferecida. Em vez de interromper, as marcas passam a integrar a jornada do usuário com conteúdo contextual e relevante.
Autenticidade como diferencial estratégico
A autenticidade é um elemento essencial no marketing invisível. Marcas que se comunicam de forma transparente e coerente conseguem gerar maior confiança e fortalecer sua influência ao longo do tempo.
O papel da adaptação no marketing moderno
O ambiente digital exige adaptação constante. O crescimento do marketing invisível reforça a necessidade de profissionais que compreendam novas dinâmicas de comportamento e consumo.
A atualização contínua e o domínio de estratégias digitais avançadas são fundamentais para desenvolver campanhas mais eficazes e sustentáveis.
Considerações finais
O marketing invisível representa uma evolução das estratégias tradicionais, priorizando relevância, contexto e valor em vez da publicidade direta. Em um cenário marcado pelo cansaço digital, influenciar decisões de consumo de forma indireta se torna não apenas uma tendência, mas uma necessidade.
Ao investir em marketing de conteúdo, comunidades digitais e experiências autênticas, as marcas conseguem fortalecer sua presença digital e construir relações mais duradouras com seus consumidores.
[Ação necessária] Atualize o formulário de informações fiscais
Estamos atualizando nossos sistemas internos para melhor atender as suas necessidades. Para garantir pagamentos ininterruptos, atualize suas informações fiscais no Portal de Associados até 10 de abril de 2026.
A Amazon não costuma ser muito clara sobre toda a burocracia fiscal (se você é um afiliado PJ, sabe do que estou falando), mas dessa vez a atualização solicitada é bem simples. Basta seguir as orientações, veja!
Como atualizar o formulário de informações fiscais?
Para realizar a atualização solicitada, basta:
fazer login na sua conta do Portal de Associados;
navegar até Menu > Conta > Configurações da Conta;
clicar em “Situação Fiscal Atual do Brasil”;
preencher todos os campos obrigatórios (tempo estimado: 5 minutos);
enviar o formulário e aguardar.
No meu caso, os dados foram confirmados no dia seguinte. Sem nenhuma pendência, nas configurações de conta, o status exibido em “Situação Fiscal Atual no Brasil:” muda de “Incompleto” para “Concluído”.
Quais dados são solicitados e como preencher?
Neste questionário, primeiramente você deve:
assinalar se sua conta é pessoa física ou jurídica;
informar CPF ou CNPJ;
selecionar o país de residência fiscal (Brasil, pré-preenchido);
indicar município onde é contribuinte.
Na sequência há duas perguntas que podem gerar dúvidas. Esclareço a seguir.
Se a sua empresa está isenta de impostos de qualquer tipo, forneça o artigo da constituição federal em que se baseia essa isenção. Se não for aplicável, deixe em branco.
Este campo só deve ser preenchido se a sua empresa faz parte de alguma categoria que a isenta de impostos. Sinceramente não sei que tipo de negócio teria esse benefício neste contexto. Você pode deixar em branco.
Sua empresa é elegível para qualquer Tratamento de Imposto especial que pode reduzir a tributação (não mencionado em perguntas anteriores)?
Caso não saiba, você pode consultar o seu contador. No meu caso, como sou ME (Microempresário) optante pelo Simples Nacional, consigo emitir notas fiscais pagando 6% de imposto (Anexo III) pelo Fato R, em vez 15,5% (Anexo V), que é a tributação definida para marketing de afiliados atualmente.
Logo, assinalei “Sim” e preenchi apenas “Simples Nacional com Fator R” no campo que pede a base legal.
Feito isso, basta clicar em “Enviar”.
O que acontece se eu não preencher este novo formulário?
Não tenho certeza absoluta, mas acredito que a Amazon está refinando seu dados internos para garantir coerência com a Receita Federal e também se adaptar previamente a eventuais mudanças advindas da reforma tributária.
Há também muitos usuários pessoa física na plataforma, cujos impostos precisam ser devidamente retidos. Além disso, creio que possa haver também alguma fiscalização em relação a usuários cadastrados como MEI, categoria impedida de atuar no mercado de marketing de afiliados desde 2022.
No e-mail de notificação da Amazon, o único alerta que a empresa faz é em relação aos pagamentos automáticos. Ou seja, caso não seja feita a atualização do questionário, poderá haver algum atraso ou bloqueio nos pagamentos de comissões.
Em caso de dúvidas, você pode tentar acionar o suporte da Amazon pelo Portal de Associados.
As expressões “dizem os cientistas”, “diz a ciência”, “comprovado cientificamente”, entre outras, são frequentemente empregadas de maneira inadequada. Um problema que, muitas vezes, se deve a erros na interpretação de dados científicos.
Em 1970, Linus Pauling, um dos bioquímicos mais importantes do século XX — e único pesquisador na história a receber, sozinho, dois prêmios Nobel em áreas distintas —, lançava a obra: “Vitamin C and the Commom Cold” (no Brasil: “Vitamina C e resfriado”).
De longe, esse foi o seu trabalho mais popular e, desde o lançamento, livro e autor são usados como argumentos fortes pela indústria e por defensores desse tipo de suplementação.
A polêmica de Pauling — que desdobrarei melhor nos próximos parágrafos — é relativamente famosa, mas o assunto não é muito bem esclarecido, o que deixa brechas para publicidade indevida e muita confusão, especialmente na internet.
Infelizmente, esse tipo de desentendimento é muito comum e não se deve apenas ao esforço de charlatões. Leitores e produtores de conteúdo devem ter cautela ao analisar trabalhos científicos e, neste texto, trago algumas orientações nesse sentido.
Analisando o perfil de postagens famosas e o comportamento dos usuários na internet, reuni 5 erros muito comuns na interpretação de dados científicos que merecem a nossa atenção, especialmente em tempos de muito charlatanismo e fake news:
É aceitável que a fala de um especialista tenha maior valor tendo em vista a sua experiência e seu domínio sobre um tema.
Você espera que o médico que avalia seus exames de saúde seja uma pessoa que dedicou vários anos de sua vida a esse conhecimento e que, por isso, tem maior bagagem e contexto para julgar essas informações e apresentar soluções.
O mesmo vale para o pesquisador que presta esclarecimentos sobre um tópico do seu interesse em uma matéria de jornal, por exemplo. Presumimos que a autoridade em questão sabe mais do que nós e, portanto, seu posicionamento é mais confiável.
Entretanto, é preciso esclarecer um ponto essencial para a credibilidade do conhecimento científico: a ciência não é uma questão de opinião!
Todo profissional é livre para manifestar suas opiniões e conclusões particulares, inclusive médicos e cientistas, mas só podemos tratar um argumento como científico, de fato, quando as evidências são postas à mesa, ou seja, quando estudos confiáveis corroboram com a argumentação. O mesmo vale para experiências pessoais ou conclusões de senso comum.
Devemos entender que aqueles que detém algum título ou autoridade, do autor mais influente ao médico da sua cidade, também têm visões particulares e também podem cometer erros.
2. Ignorar dados inconsistentes devido à reputação do autor
Os argumentos de Pauling sobre a vitamina C são frequentemente tratados como fatos científicos dada a notável reputação do autor. Quem ousaria questionar o ganhador de dois prêmios Nobel?
A questão é que seus argumentos são questionáveis e se há algo realmente comprovado cientificamente sobre a vitamina C é que ela NÃO apresenta influência significativa na incidência ou no tratamento de doenças respiratórias. Diversos estudos já foram conduzidos em todo o mundo justamente para testar as ideias do autor (apresentarei vários deles no tópico 4).
Isso não significa que Pauling seja uma fraude ou que seus demais trabalhos sejam também problemáticos. Refletimos aqui apenas as suas conclusões sobre a vitamina C.
Por que as orientações de Pauling são inconsistentes?
Os problemas na hipótese de Pauling começam logo nas dosagens recomendadas: na obra “Vitamina C e o Resfriado Comum”, o autor sugere a ingestão diária de 2.300 mg ou mais de vitamina C para uma saúde “ótima”.
Em um livro subsequente, intitulado “How To Live Longer and Feel Better”, ele cita que, “dada a variabilidade bioquímica individual, algumas pessoas deveriam ingerir até 20.000 mg diariamente”.
Considerando que, em média, os produtos mais populares do mercado trazem uma concentração de 500 mg, isso seria o equivalente a tomar 40 doses por dia!
E qual o problema nisso (além dos custos, claro)?
De acordo pesquisas e revisões de J. C. Guilland & B. Lequeu, autoridades acadêmicas das ciências da nutrição,“o intestino humano só é capaz de absorver, aproximadamente, 1.200 mg de vitamina C dentro de 24 horas e a absorção por dose geralmente não passa dos 300 mg”.
Isso significa que tentar adquirir uma grande quantidade de uma vez só (tomando uma cápsula de alta concentração, por exemplo) é puro desperdício: quase tudo será expulso nas fezes e na urina!
Existe algum risco de consumir altas doses de vitamina C?
A tabela internacional de Referência de Ingestão Dietética (Dietary Reference Intakes, DRIs) recomenda a ingestão diária de 90 mg de vitamina C para homens e 75 mg para mulheres.
Essas quantidades podem ser facilmente adquiridas por meio da ingestão de vegetais, especialmente legumes (como pimentão amarelo, couve, agrião e salsa) e frutas (como acerola, caju, goiaba, kiwi, limão e laranja). Uma laranja média, por exemplo, tem cerca de 40 mg de vitamina C.
Cinco porções variadas de frutas, verduras e legumes distribuídas ao longo dia fornecem mais de 200 mg de vitamina C. Além disso, os vegetais são ricos em fibras, proteínas e minerais, o que os torna uma fonte muito mais saudável de vitaminas do que comprimidos, cápsulas, pastilhas e outros produtos industriais.
A mesma tabela, bem como outras fontes respeitadas, como o “National Institute of Health” e a “Natural Medicines Comprehensive Database”, também destacam que a ingestão diária de vitamina C é segura em concentrações inferiores a 2.000 mg. Dosagens superiores são associadas ao aumento de risco de problemas hematológicos, renais e gastrointestinais.
Para saber mais, confira: Vitamina C: Altas Doses Previnem Resfriados?, por Charles W. Marshall [Saúde Direta]; Uso Racional da Vitamina C (Ácido Ascórbico), por Marco Sant’Anna e Alessandra Russo [Conselho Federal de Farmácia]; As Vitaminas do Nutriente ao Medicamento, por J. C. Guilland & B. Lequeu [Editora Santos].
3. Confundir interpretações com evidências
Muitas vezes, o equívoco da reportagem, do documentário ou do blogpost parte da interpretação do artigo científico abordado. Que fique bem claro: nem todas as informações apresentadas em um artigo acadêmico são evidências científicas!
Em geral, esperamos que os dados estritamente científicos de um estudo se concentrem nas seções Materiais e Métodos (ou Metodologia) e Resultados.
Isso não significa que o Resumo, a Discussão e a Conclusão sejam irrelevantes, mas precisamos ter em mente que essas seções também podem trazer opiniões particulares dos pesquisadores ou hipóteses ainda não testadas.
Isso acontece porque os estudos, em sua quase totalidade, buscam solucionar questões específicas dentro de um contexto complexo. Ou seja, é altamente improvável (para não dizer impossível) que uma só pesquisa solucione todos os problemas de uma área.
Logo, é também papel do pesquisador discutir os resultados obtidos relacionando-os com trabalhados anteriores e questões ainda em aberto, bem como ressaltar as possíveis implicações teóricas e práticas do estudo.
A questão é que essas interpretações e conclusões podem divergir entre pesquisadores, o que é absolutamente natural, especialmente em assuntos muito recentes ou que ainda contam com poucos estudos disponíveis.
O que o leitor e, principalmente, o produtor de conteúdo precisam entender é que os pesquisadores podem ter opiniões e interpretações particulares que não foram contempladas nas análises conduzidas no estudo. E é fundamental que isso seja esclarecido ao público.
Nesse sentido, se a comunidade acadêmica também está sujeita a divergências, devemos tomar cuidado para não cairmos em outra armadilha muito comum: tratar um artigo isolado como uma conclusão científica definitiva.
4. Superestimar estudos isolados
Para que um estudo seja considerado científico, ele deve, no mínimo:
1. ter sido publicado em um periódico (revista científica) respeitado em sua área;
2. apresentar métodos confiáveis, coerentes com outros trabalhos da área e reproduzíveis, ou seja, que podem ser reproduzidos por outros pesquisadores.
No entanto, para que um argumento seja apresentado como “cientificamente comprovado”, são necessários vários estudos a fim de que as principais questões em torno do tema sejam devidamente esclarecidas.
Tirar conclusões abrangentes de um único artigo, por melhor que ele seja, é algo precipitado que pode levar a grandes equívocos. Por isso, é fundamental revisar diferentes trabalhos produzidos ao longo do tempo para obter respostas mais precisas.
Os dois procedimentos de revisão mais usados por pesquisadores para validar argumentos científicos são:
1. Metanálise: consiste em combinar resultados de diferentes estudos e integrá-los estatisticamente para obter um resultado comum;
2. Revisão sistemática: avaliação metódica dos trabalhos mais relevantes já publicados da área cujo objetivo é obter uma visão crítica, abrangente e atualizada sobre um tópico.
Para saber mais, confira: Revisão Sistemática e Metanálise: Padrão Ouro de Evidência? [PDF] da pesquisadora Cristina Pellegrino Baena.
Esses recursos, portanto, são ideais para descobrir o que realmente se sabe sobre a ação da vitamina C na prevenção de resfriados. Siga a leitura para conferir!
A vitamina C previne resfriados?
Quando procuramos por pesquisas que tentam estabelecer alguma correlação entre a suplementação de vitamina C e a incidência ou a gravidade do resfriado comum, é impossível não se sentir confuso.
As pesquisas são conduzidas de maneiras muito variadas e as evidências encontradas são conflitantes, o que já nos desperta desconfiança.
Para ser bastante justo ao tema, devo destacar que existem sim trabalhos indicando que a suplementação de vitamina C (ou seja, a ingestão acima da recomendação diária) pode reduzir a incidência e a gravidade de resfriados.
Entretanto, quando analisamos esses trabalhos de perto, descobrimos carências e inconsistências que deixam muito espaço para dúvidas, como amostragens muito pequenas, variáveis relevantes negligenciadas e discrepâncias significativas nas dosagens ministradas e nos períodos de observação.
Uma revisão de 2016 publicada no American Journal of Lifestyle Medicine intitulada Vitamin C in the Prevention and Treatment of the Common Cold analisou nove trabalhos de grande repercussão — entre eles, metanálises que, juntas, somam mais de 100 ensaios sobre o tema.
De acordo com o texto, “embora exista um efeito fisiológico na suplementação regular de vitamina C na duração e na gravidade do resfriado comum, o significado prático desses achados não é muito convincente”.
Análises de grupos isolados, especificamente pessoas sob alto estresse físico (como esportistas e soldados em atividade) ou pacientes com deficiência de vitamina C constatada (diagnóstico comum em fumantes, por exemplo), parecem indicar algum benefício na suplementação. Entretanto, ainda são necessários estudos mais rigorosos para confirmar essa correlação.
Na população em geral, porém, as variações entre grupos experimentais (que usaram a vitamina C) e controle (que receberam placebo) é mínima ou irrelevante, seja na incidência, seja na duração dos resfriados.
A mesma conclusão é reafirmada por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba no texto “Vitamina C na prevenção e tratamento do Resfriado Comum”, publicado em 2020 no site oficial da instituição. Nele, outros trabalhos relacionados foram revisados pelos acadêmicos.
Importante: a vitamina C é um componente essencial da dieta. A suplementação pode ser necessária para pessoas com carência ou status marginal do nutriente, mas o ideal é que seja orientada por um médico ou nutricionista.
5. Não checar a qualidade das fontes
Para finalizar, alguns cuidados que precisamos ter ao ler ou produzir qualquer conteúdo de divulgação de ciência. Nem todo estudo aparentemente científico é pertinente ou de qualidade, e conflitos de interesse são relativamente comuns.
Encontramos problemas tanto na execução dos estudos quanto na seleção desses trabalhos. O primeiro caso acontece quando pesquisadores forçam resultados e conclusões arbitrariamente para atender interesses midiáticos ou mercadológicos.
No segundo, a seleção dos trabalhos abordados é realizada de maneira parcial a fim de embasar alguma argumentação.
Se devo desconfiar de quem faz o estudo e também de quem fala sobre ele, em quem posso confiar, então?
Primeiramente, desconfiar não é o mesmo que negar. O que quero reforçar aqui é a importância de ter senso crítico, inclusive com publicações oficiais ou argumentos de personalidades influentes.
Especialmente em um momento em que a criação de fake news nunca foi tão bem estruturada — temos que lutar contra profissionais, agências e até governos que se dedicam à propagação de notícias falsas —, questionar a origem, a autenticidade, a qualidade e a conclusão dos dados é fundamental.
Focando na divulgação e na interpretação de dados científicos (de livros e documentários de grandes produtoras a artigos em blogs, jornais e revistas populares), é importante fazermos as seguintes perguntas sobre o trabalho divulgado:
1. O artigo foi publicado em alguma revista acadêmica respeitada?Qual é o posicionamento de especialistas e autoridades da área em relação ao estudo?
2. O material está atualizado?Existem estudos semelhantes? Há resultados conflitantes? Há alguma revisão disponível (análise de vários estudos)?
3. Os pesquisadores envolvidos são devidamente credenciados e respeitados nesse campo de estudo?
4. Os métodos e resultados foram esclarecidos (embasamento teórico, amostragem, parâmetros, características dos dados etc.)?
5. A instituição que promoveu a pesquisa possui vínculo com alguma organização que tem interesse comercial ou especulativo no projeto?
6. As afirmações apresentadas no conteúdo são baseadas em evidências ou opiniões? O autor diferencia claramente os resultados das interpretações do estudo?
7. As conclusões apresentadas são realmente pertinentes (os dados apresentados são suficientes para embasar a afirmação do autor)?
8. Há alguma exposição exagerada de uma ideia, produto ou pessoa (hype)?
Parece muita coisa, mas tenho certeza que após ler este texto você certamente se lembrará de boa parte desses questionamentos ao se deparar com alguma reportagem ou artigo de divulgação científica.
Se consegui aumentar (um pouco que seja) a sua desconfiança em relação aos batidos “dizem os cientistas”, “diz ciência” e outros termos que vivem pipocando a internet, já ficarei satisfeito.
Só não pense que o desafio acaba aqui. A melhor forma de não errar na interpretação de dados científicos é entendendo, de fato, como esse conhecimento é construído.
Você não precisa ser um cientista para compreender pesquisas acadêmicas, avaliá-las criticamente ou produzir conteúdos de divulgação científica. Mas deve, no mínimo, saber como esse conhecimento é construído para não enganar ou ser enganado por expressões famosas como “comprovado cientificamente”, “diz a ciência” e outros termos frequentemente mal-empregados na mídia e na web.
Este texto não é para acadêmicos — não há nada de novo para eles por aqui—, é para quem vive recebendo descobertas “bombásticas” nas redes sociais e, em especial, para você, produtor de conteúdo, que cria materiais de divulgação científica.
Diferentemente do que muitos pensam, a desinformação nem sempre é fruto do esforço de charlatões ou jornalistas mal-intencionados. Muitas fake news surgem a partir da interpretação equivocada dos dados, inclusive por profissionais honestos.
A má divulgação científica somada à carente compreensão pública da ciência potencializam a propagação de informações falaciosas.
Neste texto, trago informações básicas para ajudar o leitor comum (que não tem conhecimento técnico) a filtrar melhor as informações que chegam pelos jornais, buscadores e redes sociais.
Faço um apelo, porém, aos escritores, jornalistas, redatores e influenciadores, que atuam na “linha de frente” da divulgação científica, para que considerem essas orientações ao produzirem novos conteúdos. Boa leitura!
Erros comuns em conteúdos de divulgação científica
Ao acompanhar conteúdos divulgação científica publicados em grandes portais de notícias brasileiros e também em blogs, canais e perfis populares na internet, muitas pessoas se sentem enganadas com a frequente discrepância dos posicionamentos apresentados.
Um dia o ovo faz bem. Outro dia o ovo faz mal. Em quem confiar, afinal?
Essa confusão pode se dar por vários fatores, mas algumas práticas são quase sempre responsáveis por esse tipo de impressão:
conclusões precipitadas: quando o estudo tratado necessita de mais dados, mas o redator ou jornalista assume uma posição de plena confiança nos resultados;
trabalhos isolados: quando o produtor responsável pelo conteúdo aborda um único estudo ou apenas a conclusão de um pesquisador;
opiniões tratadas como fatos: quando opiniões livres de profissionais ou pesquisadores são tratadas como provas científicas.
Não é preciso ser um cientista para identificar esses problemas, mas é fundamental entendermos, pelo menos basicamente, como funciona a ciência — principalmente quem está escrevendo sobre ela.
Eu também não sou pesquisador, mas isso não me impede de encontrar uma série de problemas nas matérias e postagens de divulgação de ciência. Podemos começar pelos famosos comprovado cientificamente ou diz a ciência. O que isso realmente significa?
O que significa comprovado cientificamente?
No dicionário, tudo aquilo que se trata por científico é entendido como algo “que não se orienta por ideologia ou senso comum, mas pela ciência e seus métodos”. Definido, portanto, “segundo os processos ou preceitos da ciência, metodologicamente, observadas as práticas cientificamente reconhecidas”.
É uma definição justa, mas um pouco polida para o que desejamos esclarecer aqui. Basicamente, para que qualquer afirmação ou estudo seja considerado científico, dois pontos são fundamentais:
1. O trabalho de origem deve ter sido publicado em um veículo amplamente respeitado em sua área: revistas acadêmicas de prestígio contam com uma equipe especializada responsável por avaliar a qualidade dos trabalhos enviados pelos pesquisadores;
2. A pesquisa, seus métodos e resultados devem ser reproduzíveis: o estudo deve oferecer uma descrição detalhada dos experimentos de modo que qualquer pesquisador, em qualquer região do mundo, sob as mesmas condições, seja capaz de reproduzir os testes, os métodos e os aparelhos para obter os mesmos resultados e comprovar a sua relevância.
Entretanto, para que um conhecimento seja elegível ao cobiçado título de “cientificamente comprovado”, a questão é um pouco mais complexa — e isso se estende a outros termos que sugerem alguma generalização, como o esquisito “diz a ciência“.
Confira, a seguir, alguns esclarecimentos essenciais.
Hipóteses, teorias e opiniões
“Mas isso é só uma teoria.” — Eis um argumento falho capaz de deixar qualquer cientista possesso.
Tão importante quanto as palavras, é o contexto em que elas são empregadas. Termos técnicos da ciência são frequentemente julgados por sua definição na língua coloquial, o que gera uma verdadeira confusão na cabeça das pessoas.
Quer uma dica simples (mas não perfeita) para evitar essa armadilha? Faça uma busca no Google com a palavra que apresenta possível ambiguidade precedida por “definição científica”.
Obviamente, não vou esmiuçar todos os termos aqui. Tratarei apenas dos três mais polêmicos: hipótese, teoria e lei.
No contexto acadêmico, diferentemente do senso comum, as teorias são sempre baseadas em evidências científicas sólidas e, por isso, não são menos confiáveis do que as leis.
De maneira geral, as teorias esclarecem fenômenos da natureza e as leis são descrições generalistas desses fenômenos.
A hipótese, por sua vez, pode ser entendida como uma previsão ou especulação sobre um assunto, o que não significa, entretanto, que elas sejam meros palpites. Uma hipótese científica deve ter um enunciado claro, apresentar parâmetros (relação entre variáveis) e ser passível de comprovação.
Se você não tem nada disso, o que resta é apenas opinião.
Estudos observacionais e prospectivos
Nos estudos observacionais (ou retrospectivos), os pesquisadores analisam um evento já ocorrido, avaliando possíveis fatores que causaram ou contribuíram para esse desfecho.
Esses trabalhos nos ajudam a fazer inferências populacionais, mas não podem ser prontamente tomados como conclusões científicas, sobretudo pela dificuldade de se isolar a variável analisada.
Nos estudos prospectivos, por outro lado, as amostras ou indivíduos são conduzidos da “causa” para o “efeito”, ou seja, do presente para o futuro, o que confere muito mais controle na definição e no acompanhamento das variáveis.
Entre eles, os que merecem maior destaque são os chamados testes randomizados, aqueles em que os grupos utilizados no experimento são definidos de maneira aleatória.
Nos estudos clínicos de uma vacina, por exemplo, há um grupo experimental, que recebe o imunizante, e um grupo controle, que recebe um placebo (geralmente uma solução salina). Nem os pacientes, nem os pesquisadores (inicialmente) sabem quem recebeu cada um.
O mistério é necessário para impedir que os participantes interfiram nos resultados e os pesquisadores tirem conclusões precipitadas.
Como são menos suscetíveis a conclusões conflituosas e interesses particulares, os estudos prospectivos, sobretudo os testes randomizados, são considerados mais confiáveis.
Isso não significa que eles sejam “imunes” a problemas. Vários fatores podem comprometer os resultados de um experimento, inclusive os randomizados. Amostras muito limitadas, análises estatísticas incoerentes e até hipóteses mal formuladas podem conduzir pesquisadores e leitores ao erro.
É, por isso, que tirar conclusões de um único trabalho, ainda que ele seja de boa qualidade, é algo muito perigoso — o que nos leva ao próximo tópico.
Como encontrar resultados confiáveis?
Quando um pesquisador diz que algo é cientificamente comprovado, dificilmente ele estará se baseando em um único trabalho. Teorias amplamente aceitas na academia geralmente estão apoiadas em dezenas, centenas, se não milhares de estudos.
Os cientistas tratam de questões complexas que exigem análises numerosas e que jamais poderiam ser totalmente contempladas em uma só pesquisa. A ciência, portanto, é uma construção conjunta e global, ou seja, depende do esforço de diferentes equipes, instituições e nações ao longo do tempo.
Dessa forma, se queremos ter respostas mais confiáveis sobre um assunto, o ideal é analisarmos diferentes pesquisas, englobando seus resultados ou revisando uma a uma.
Chegamos, então, aos melhores métodos para se comprovar argumentos científicos: as metanálises e as revisões sistemáticas — mas precisamos tomar cuidado com elas também. Veja!
Metanálise
A metanálise é uma técnica estatística na qual os resultados de diferentes estudos individuais são combinados e integrados com o objetivo de obter um resultado mais preciso e confiável. Em outras palavras, é uma revisão da literatura que recebe análise estatística.
A premissa técnica é que ao adicionamos novos dados a uma amostra, diminuímos o desvio padrão e o intervalo de confiança. Basicamente, isso significa que quanto mais informações você tem, mais confiáveis serão os seus resultados.
Sendo assim, ao integrarmos dados de diferentes estudos, estamos aumentando a confiabilidade dos resultados analisados. Há, inclusive, publicações que adicionam registros inéditos de maneira periódica, o que pode ser chamado de metanálise cumulativa.
Para que essas análises sejam realmente confiáveis, porém, é imprescindível que os dados sejam agrupáveis e estejam padronizados. Se os estudos integrados apresentarem metodologias e condições diferentes, a confiança da análise é comprometida.
Exemplo de metanálise mal conduzida
Durante a pandemia, um artigo ficou famoso ao relacionar o uso de ivermectina no tratamento de COVID-19 a uma redução do risco de morte em até 75%. Eis um belo exemplo de metanálise mal conduzida.
Na realidade, o texto Preliminary meta-analysis of randomized trials of ivermectin to treat SARS-CoV-2 infection trata-se de um estudo preliminar (como diz o título) e os próprios pesquisadores esclarecem que “a metanálise está sujeita a problemas, pois foram incluídos trabalhos não publicados e há uma grande variação nos padrões de tratamento dos ensaios, nas doses ministradas e no período observado”.
O esclarecimento dos autores, porém, não impediu interpretações tortas e uma cascata de desinformação que tomou conta da internet. Típica má interpretação que dá voz a charlatões que defendem tratamentos controversos.
Embora a metanálise — quando conduzida corretamente — seja um instrumento prático para obter dados confiáveis, ela apresenta limitações que até estudos falaciosos e mal feitos como esse denunciam.
O principal deles é que nem sempre os protocolos utilizados pelos pesquisadores são equivalentes, especialmente em terrenos muito novos em que os parâmetros de pesquisa ainda estão sendo definidos.
Felizmente, há um modo ainda mais eficaz de analisar um conjunto de pesquisas, inclusive quando seus dados são heterogêneos: a revisão sistemática.
Revisão sistemática
A revisão sistemática é uma investigação científica na qual estudos relevantes sobre uma questão proposta são identificados na literatura, avaliados e comparados metodicamente. O objetivo é obter uma visão crítica de todo o trabalho até então divulgado sobre um tema.
Esses estudos podem incluir metanálises que abrangem todo o conjunto de dados (quando possível) ou apenas grupos combináveis. Quando não há metanálise, o trabalho pode ser chamado de revisão sistemática qualitativa.
Embora a estratégia de busca e os critérios adotados na seleção e na avaliação de artigos influencie a qualidade final dos resultados, esse tipo de revisão é considerado o nível mais alto de evidência científica.
Para saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura do artigo Revisão Sistemática e Metanálise: Padrão Ouro de Evidência? [PDF] da pesquisadora Cristina Pellegrino Baena.
A ciência tem soluções definitivas?
O conhecimento científico não é estático. É um constante movimento impulsionado pela cultura, pela tecnologia e pela sociedade.
A cada nova descoberta, portas se abrem para investigações inéditas que, por vezes, trazem novas perguntas. É algo natural que demonstra a importância do esforço científico se manter vivo.
Autores prestigiados, como Steven Pinker e Richard Dawkins, têm feito um trabalho elogiável em defesa da ciência. Entretanto, muitas vezes pecam em suas obras ao tratá-las como um conjunto de respostas sólidas e definitivas para as necessidades humanas.
Nesse sentido, o trabalho dos pesquisadores se resumiria a completar as lacunas que os estudiosos do passado não foram capazes de preencher. Um pensamento que nos induz a acreditar que o mundo caminha rumo a uma espécie de platô no qual todas as questões terão sido resolvidas.
Na realidade, porém, não há nenhuma linha de chegada e discussões sempre existirão, inclusive entre os mais altos acadêmicos. Até as teorias mais consolidadas da academia podem sofrer algum ajuste ao longo dos anos.
A ciência, portanto, é um eterno debate e o saber científico é fluido. Mas nada disso compromete sua precisão ou importância.
Qualquer profissional que atua com responsabilidade sabe que deve tomar como parâmetro as mais recentes evidências científicas da sua área de atuação; mantendo-se aberto a novas conclusões, desde que apresentem o mesmo rigor científico dos dados anteriores.
Cuidados ao ler ou produzir conteúdos de divulgação científica
Embora muito seja descoberto e produzido nas mais diversas áreas de estudo, o famoso depende está sempre presente: no diagnóstico de uma doença, no desenvolvimento de um projeto, bem como no entendimento de dados e teorias científicas.
Tudo depende. Depende de quê? De inúmeros fatores, e talvez seja esse um dos maiores desafios dos criadores: como produzir conteúdos de divulgação científica de forma didática, sucinta e precisa quando as respostas dependem de diversas variáveis?
Simplificamos tudo a ponto de banalizar o conhecimento ou abandonamos esse trabalho e concluímos que essas questões devem ser tratadas apenas por pessoas especializadas?
Bem, certamente há um “caminho do meio”, e é bom nos esforçarmos para trilhá-lo, pois os dois extremos acima são alguns dos responsáveis pela propagação tão bem-sucedida de informações falsas na população.
“uma divulgação científica adequada é aquela que torna o conhecimento especializado acessível às pessoas, sem perder de vista a complexidade dos conceitos e o contexto em que foram produzidos”.
Felizmente há ótimos canais de divulgação científica no país. Entretanto, a internet continua impregnada de conclusões precipitadas, trabalhos de baixa qualidade e termos técnicos mal empregados. Isso sem mencionar as postagens nas quais há interesse explícito em gerar desinformação.
Sendo assim, seja como leitor, seja como produtor de conteúdo, é fundamental tomar alguns cuidados.
Cautela
Conheça melhor o trabalho mencionado, questione as interpretações do autor, procure outras fontes e compare a opinião de profissionais diferentes antes de compartilhar ou divulgar qualquer estudo ou conclusão aparentemente científica.
Responsabilidade
Sempre avalie as possíveis implicações envolvidas na divulgação das informações, como possíveis interpretações equivocadas e adaptações arbitrárias que podem dar origem à fake news.
Honestidade
Não há nenhum problema em divulgar trabalhos preliminares, avanços incrementais e até publicações controversas, desde que todas as nuances e carências desses estudos sejam destacadas — o que você jamais deve fazer é apresentá-los como fatos ou induzir o leitor à má interpretação.
Ninguém precisa ser cientista para entender, falar ou escrever sobre ciência. Na realidade, somente quando a ciência (de verdade!) ganhar seu merecido espaço no universo popular — dos discursos oficiais às conversas de bar — é que poderemos vislumbrar um mundo livre de insanidades, como o boicote à vacinas ou a recomendação de tratamentos sem comprovação técnica.
Por enquanto, a compreensão pública do desenvolvimento científico e seus métodos deixa muito a desejar. E a maior prova disso é que até pessoas bem-intencionadas contribuem para a desinformação, compartilhando ou produzindo conteúdos de divulgação científica de maneira equivocada. Foram essas, inclusive, que me inspiraram a pesquisar e a reunir as informações deste texto.
Quanto a este texto, fico por aqui. Espero que as informações te ajudem a questionar as suas próximas leituras e contribuam para a produção dos seus conteúdos de divulgação científica.
Se encontrar algum erro nas orientações do artigo, por favor, avise!
Diferentemente do que muita gente pensa quando está começando, a avaliação do Google AdSense é bastante subjetiva e está muito menos interessada em qualidade do que o Google Search.
Convenhamos, a aprovação do Google AdSense não é um selo de qualidade. Ao que tudo indica, a plataforma não passa de um filtro de risco automatizado, conservador e cheio de falsos negativos.
Sites “idiotas” passam. Sites muito bons reprovam. E quem quer falar sobre coisa séria sofre muito mais para ser aprovado (se for).
O seu site não foi aprovado? Talvez ele seja muito bom, e esse é o problema.
Longe de criar qualquer polêmica. A ideia aqui é te alertar sobre isso cedo para você não ficar, como eu, se frustrando e fazendo ajustes infinitos no seu site, achando que sempre falta algo mais (até porque pode ser algo menos).
Não dá para controlar tudo, afinal, o Google não revela quase nada sobre seus sistemas de análise. Entretanto, após ler esse texto, tenho certeza que sua postura em relação ao AdSense vai mudar, e pode ser que você mude sua estratégia e aumente suas chances de ser aprovado. Confere aí!
Como disse, a avaliação do Google AdSense está longe de ser uma avaliação editorial. Não cometa o erro de achar que eles avaliam profundidade ou utilidade do conteúdo.
Na prática, o Google se importa mesmo com três coisas: conformidade técnica, legitimidade do site e, principalmente, risco comercial. Eu explico.
Conformidade técnica
Aqui é o arroz com feijão de qualquer site que queira ser notado pelo Google em qualquer uma de suas frentes.
Site carrega rápido?
Não retorna erro intermitente?
Não bloqueia o crawler?
HTTPS ok?
Estrutura básica funcional?
Um site tosco, feio ou até com conteúdo sexual pode passar, se tecnicamente estiver simples e acessível.
Legitimidade do site
Entre outros critério, os filtros do AdSense tentam responder uma pergunta simples: “Isso é um site legítimo ou um projeto feito só para monetização?”
Sobretudo nos dias de hoje, onde ferramentas de IA são capazes de criar sites e páginas em volume rapidamente, é fundamental deixar claro que o seu site é um projeto legítimo.
Características importantes que seu site deve ter:
estrutura previsível (home → posts → categorias);
páginas com texto suficiente (mesmo que ruim);
navegação simples;
sem excesso de blocos repetitivos, boilerplate ou SEO artificial.
Agora uma coisa importante: sites de teste, aleatórios ou até estranhos muitas vezes passam, porque não têm cara de site montado para enganar o AdSense. Ou seja, o que conta aqui é a aparência mesmo.
Risco comercial
Agora o ponto mais importante, e que provavelmente mais gera confusão (e frustração). O AdSense é conservador com sites que:
podem gerar problema jurídico;
estão em nichos sensíveis;
podem ter conteúdo YMYL (Your Money, Your Life).
Para que não está familiarizado com os termos do SEO e do tráfego pago, Your Money, Your Life (YMYL) é um termo do Google para classificar páginas web que contêm informações sensíveis capazes de impactar diretamente a saúde, segurança, estabilidade financeira ou bem-estar dos usuários.
Páginas com essa classificação exigem critérios de qualidade mais rigorosos, como alta autoridade, pois informações falsas ou incorretas podem causar danos sérios às pessoas (e também gerarem processos para o Google e seus parceiros).
Aqui entram os E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness, ou Experiência, Especialização, Autoridade e Confiança), um conjunto de diretrizes do Google usado para avaliar a qualidade e a confiabilidade de conteúdos na web.
Se seu site aborda algum tema sensível, como saúde, finanças ou carreira, ele precisa gabaritar essa sopa de letrinhas. E mesmo assim, será muito mais difícil ser aprovado para exibir anúncios no Google AdSense.
Por que sites bons são reprovados e sites ruins são aprovados?
É uma frustração recorrente: “tal site é muito pior que o meu e foi aprovado em questão de horas, enquanto o meu é reprovado há meses”.
Se ainda não percebeu isso, já esclareço que o Google não está interessado em belos layouts ou conteúdos marcantes. Na verdade, como já explique acima, a análise vai além da qualidade do conteúdo e prioriza na verdade os interesses do Google (não os seus ou os do público).
Um site que parece ruim, mas que para o Google AdSense é bom geralmente:
não parece tentar ranquear;
não parece forças vendas e cliques;
não parece lidar com temas sensíveis;
não parece um site institucional.
O que isso significa? Na visão do Google é um site com baixo risco legal e comercial — ou seja, um site que dificilmente trará problemas para ele, como reclamações de usuários ou de anunciantes.
A verdade é que Google prefere monetizar um site medíocre e inofensivo do que um site excelente que possa dar dor de cabeça.
Isso não quer dizer que você não possa monetizar temas mais sensíveis — como saúde, finanças ou investimentos —, entretanto, a análise do Google nesses casos será muito mais criteriosa, principalmente com a maturidade do seu projeto (um site novo falando sobre isso, com poucas referências, dificilmente passará).
Qualquer conteúdo que entre na classificação YMYL, se o Google não identificar sinais fortes de autoridade, ele classifica como “potencialmente perigoso para o usuário” e prefere reprovar do que correr risco, mesmo que o conteúdo seja de ótima qualidade.
Erros comuns que fazem seu site ser reprovado pelo Google AdSense
Agora, alguns erros muito comuns que podem estar fazendo seu site ser reprovado instantaneamente pelos filtros do AdSense. Fique de olho!
Conteúdo sexual explícito
O AdSense permite conteúdo adulto leve, desde que não seja explícito. Isso não reprova automaticamente — até porque, paradoxalmente, isso é menos arriscado para eles do que conteúdos YMYL —, mas adicionará novas camadas de verificação.
Temas sensíveis e aconselhamento direto
Como dito, sites com conteúdos sensíveis (que podem estimular o usuário a tomar decisões sérias) são arriscados para o Google, pois podem abrir portas para reclamações e até processos.
Há uma certa hipocrisia nisso, claro, pois frequentemente topamos com anúncios de golpes e bets na rede display do Google. Entretanto, são eles que fazem as regras.
Conteúdo muito subjetivo
Não apenas você, mas o Google também quer gerar cliques. Logo, se o conteúdo do seu site parece muito abstrato, sem um valor claro para os anunciantes, ele aparenta um investimento ruim.
Sites nichados costumam se sair melhor, embora isso não seja obrigatório. Você precisa ao menos deixar claro um grande tema definido.
Páginas muito semelhantes
Isso é também um erro comum, especialmente hoje onde muitas pessoas simplesmente copiam a colam textos gerados em ferramentas de IA, se preocupando apenas com o volume de páginas. Não vai funcionar!
Você deve seguir uma linha de design e editorial, mas se suas páginas são muito parecidas (exatamente mesmo o número de palavras, estrutura e conteúdo adicional), o AdSense provavelmente o classificará como “conteúdo de baixo valor”.
Confundir Google AdSense com Google Search
O fato do seu site rankear bem nas buscas não quer dizer nada. O Google Search pode amar seu conteúdo e o AdSense odiá-lo. São propostas diferentes.
A prioridade do Google Search é entregar a melhor resposta ao usuário (que também gerará mais cliques e retenção). Já o do AdSense está preocupado em proteger a empresa Google e seus parceiros anunciantes que já estão dentro do site (mesmo que digam que se preocupam com o usuário).
Problemas de segurança e hospedagem (“site fora do ar”)
Frequentemente o AdSense reprova sites pelo motivo “site fora do ar”. Isso pode acontecer por diversas razões, como:
o crawler do AdSense tentou acessar o site num pico de latência;
Firewall / WAF bloqueou IP do Google;
hospedagem respondeu lento ou com erro temporário;
redirecionamento estranho (looping ou URLs estranhas).
Muitas vezes o erro é interno, ou seja, os próprios sistemas do Google podem ter detectado um bloqueio ou falha inexistente. Entretanto, vale dar uma conferida nas configurações de segurança do seu site e também na disponibilidade dos servidores do seu serviço de hospedagem.
Como ser aprovado no Google AdSense rápido?
Se você tem um projeto grande e sério sobre algum tema sensível (YMYL), a minha recomendação é não depender dele para monetizar pelo Google AdSense.
Você deve tentar, claro, mas se não for um portal já bem consolidado, com anos de existência e muitos backlinks de qualidade, eu acho que será um trabalho muito difícil.
Sem promessas, só realidade. Criar sites satélite simples com temas mais básicos é um caminho muito mais fácil, e já te ajuda a gerar receita enquanto tenta ajustar o seu projeto principal aos caprichos do AdSense.
Algumas práticas que também ajudam são:
ter páginas institucionais claras (Home, Sobre, Contato, Termos de Uso, Política de Privacidade);
evitar aconselhamento direto (especialmente finanças e saúde);
criar conteúdos diferenciados (diferentes tamanhos, formatos e assuntos);
esclarecer o tema do site (design, títulos e navegação que deixe claro em 2 segundos o que o seu site trata);
após rejeição, esperar alguns dias para submeter o site para análise novamente, pois o Google AdSense também penaliza reaplicações impulsivas.
Resumindo, o Google AdSense gosta de sites “burros”, digo, sites sobre assuntos simples que o permitam que todos ganhem dinheiro, sem riscos de reclamações ou penalizações.
Isso quer dizer que sites bons e sérios não aprovados. Não, mas esses sofrem uma avaliação mais severa e tem sim menor proporção de aprovados relativamente. É por isso que um site de fofoca acaba senso monetizado antes que um site sobre câncer, por exemplo.
Espero que este artigo tenha ajudado você a entender melhor como o Google AdSense funciona. E, claro, não se esqueça que essa é só uma das formas de monetizar seu conteúdo na web.
Quando o assunto é SEO, os profissionais são quase sempre enfáticos sobre a necessidade de obter backlinks de qualidade para aumentar a autoridade do domínio e das páginas do site. Consequentemente, para conseguir rankear bem nas pesquisas. O mesmo vale para os links internos.
Embora o Google esteja mudando a maneira como interpreta a relevância dos conteúdos e usando novos recursos para avaliá-los, o link building não morreu ― até porque uma essa estratégia não se resume a conquistar backlinks!
Muitos webmasters e até profissionais de SEO ainda não entenderam a importância dos links internos para o desempenho dos sites nas buscas. Há, inclusive, quem os enxergue apenas como parte da “burocracia” do processo.
Essa é uma visão incorreta, que pode estar travando seus resultados no Google e em outros buscadores. Afinal, o que realmente são os links internos e como eles podem influenciar o SEO?
Nos próximos tópicos, respondo essas e muito mais dúvidas sobre o assunto, e ensino a montar uma estratégia de links internos capaz de potencializar (e muito) os resultados orgânicos do seu site. Vamos lá?
O que são links internos e qual a diferença para um link externo?
Os links internos são aqueles que apontam para outras URLs do seu site, ou seja, outros endereços do mesmo domínio, incluindo subdomínio e subdiretórios. Os links externos, por sua vez, são aqueles que apontam para URLs de domínios diferentes.
Essa definição é importante para entendermos que os links internos dizem respeito à estrutura de um site em específico, um domínio, e não à marca de uma empresa ou pessoa.
Se você tem um site institucional com um domínio diferente do seu blog, por exemplo, os links entre eles são considerados links externos.
Como funcionam os links internos em subdomínios e subdiretórios?
É possível criar caminhos de navegação entre diferentes seções de um domínio. Isso é muito comum em e-commerces e plataformas de serviço que trabalham com blogs e landing pages.
Entretanto, você deve saber que subdomínios, do tipo “blog.site”, não influenciam diretamente o posicionamentos do domínio principal, e vice-versa. Já quando a linkagem é feita para um subdiretório, como “site/blog”, a autoridade dos endereços é associada.
Independentemente da forma como pretende organizar os canais de comunicação do seu site, é preciso entender como os links internos impactam seus resultados nos buscadores, em especial, o Google.
Qual o impacto dos links internos em uma estratégia de SEO?
Por muito tempo, os links internos foram entendidos como uma ferramenta de navegação, apenas. Seu impacto na indexação e no rankeamento dos buscadores seria quase nulo ou irrelevante.
O resultado desse pensamento são páginas com links internos inseridos quase sem nenhum critério, a não ser dentro de índices e menus.
Quem está por dentro das novidades do SEO, porém, sabe que o SEO e o UX (Experiência do Usuário) nunca estiveram tão próximos. Isso, especialmente, no que diz respeito aos famosos Core Web Vitals do Google.
Bons recursos de navegação ajudam as pessoas (e até os mecanismos de pesquisa) a encontrarem informações facilmente, e contribuem para maior permanência dos usuários em suas páginas.
Em relação aos links internos, especificamente, sabemos que eles ajudam os robôs dos mecanismos de pesquisa a identificar novas páginas, estabelecer uma relação entre elas, determinar a autoridade e a relevância do seu domínio e, sobretudo, compreender a estrutura do seu site.
Diante da enorme concorrência nas pesquisas, é fundamental que os buscadores entendam claramente do que se trata o seu conteúdo, quais são seus artigos mais importantes e que tipo de usuário pretendem atrair.
Quais são os dois tipos de links internos?
Existem, basicamente, dois tipos de links internos, os chamados navegacionais e os contextuais. Entenda melhor cada um deles, a seguir.
Links internos navegacionais
Os links navegacionais são aqueles inseridos nos elementos de orientação e navegação do site, como menus e rodapés. Eles estão mais ligados ao layout do site e têm o objetivo de ajudar os usuários a se situar e encontrar informações.
Não há nenhum padrão definido para construção dessas áreas, mas, em geral, elas trazem links para home, categorias e seções relevantes do site, como Contato, Sobre e Privacidade.
Links internos contextuais
Os links internos contextuais são aqueles inseridos ao longo do conteúdo, preferencialmente, de forma natural. Eles também são recursos de navegação importantes, pois ajudam os usuários a acessarem outros materiais relacionados e complementar a informação obtida.
Entretanto, o grande destaque dos links internos contextuais é seu papel no SEO. Como abordarei logo mais, a maneira como esses links são trabalhados dentro dos conteúdos torna a estrutura do seu site mais inteligente e ajuda a agregar autoridade ao domínio, entre outras vantagens.
Como montar uma estratégia de links internos? 4 dicas imperdíveis!
Hora de botar a mão na massa e montar uma estratégia de links internos de sucesso para o seu site. Confira as dicas!
1. Comece pelos links navegacionais
Começamos pelas áreas de navegação, pois elas estarão presentes em todas as páginas do site. É uma otimização prévia que está ligada ao layout, mas que contribui para o seu site ganhar fluidez.
Seja nos menus, seja no rodapé, é importante inserir links para as principais seções do site (contato, sobre, termos de uso etc.), considerando a home ou sua principal página de vendas, o eixo principal da estrutura.
Você pode organizar os links nos menus de várias formas, inclusive, usando submenus. Independentemente da forma como pretende inseri-los, porém, é recomendável:
criar links em destaque para a home, inclusive no logo do site;
nomear menus e submenus usando palavras intuitivas, semelhantes às utilizadas em portais tradicionais;
ao criar submenus ou subseções, manter um limite de 3 etapas (cliques ou passar o mouse) para que o usuário encontre o link desejado;
usar ferramentas para exibição de postagens relacionadas ou recentes em todos os posts.
Lembre-se de pensar na sua navegação para dispositivos móveis, pois ela é prioridade para o Google!
Menus ocultos devem apresentar botões fáceis de encontrar. Os elementos clicáveis devem ter tamanho adequado e não podem ser posicionados muito próximos, para evitar cliques indesejados em telas menores.
Negligenciar a qualidade da experiência mobile, certamente, acarretará em punições no rankeamento. É aqui que o front-end mais se aproxima do SEO.
2. Crie uma hierarquia para o seu conteúdo
É aqui que começa, de fato, a nossa estratégia de Link Building para links internos. A primeira coisa que precisamos fazer é criar uma hierarquia para organizar os conteúdos do site, elegendo os principais ou estruturais.
Abordamos, aqui, os chamados Topic Clusters. É um método promovido pela HubSpot que consiste em organizar o conteúdo do site em grupos constituídos por um post principal, o chamado Pilar, e vários materiais relacionados, conhecidos como Clusters ou Posts Satélite:
posts pilar: são os mais completos e mais importantes conteúdos do site, aqueles que melhor descrevem o seu negócio, seus serviços e seus objetivos;
clusters: posts complementares, geralmente, menores, com informações relacionadas ao post pilar.
Via de regra, todos os clusters devem apresentar links para o post pilar do seu grupo. Há sites, inclusive, que sempre os inserem na introdução ou no primeiro parágrafo, mas isso não é uma regra.
Também não há um limite estipulado para os posts pilares. Você não deve inserir links contextuais para todos os clusters dentro dele, apenas aqueles que complementam as informações apresentadas (o que pode incluir outros pilares).
Observe que, ao simplesmente criar esses grupos, ou Topic Clusters, nós tornamos a estrutura de links do site muito mais organizada e compreensível.
3. Otimize seus textos âncora
Os textos âncora são aqueles clicáveis dos links. Por meio de recursos do tema do site ou de plugins, é possível destacar os links internos contextuais, mas os textos âncora também precisam ser elaborados de maneira estratégica.
Em vez de apenas marcar palavras-chave, como fazemos usualmente, podemos marcar frases que explicam melhor o que o link de destino apresenta.
Uma boa prática é definir e padronizar textos âncora previamente, pelo menos, os principais. Isso evita o excesso de variações nos diferentes conteúdos do site, o que pode afetar a confiabilidade da URL de destino.
É fundamental transmitir naturalidade, adequando link e texto ao contexto, de modo a gerar curiosidade e interesse na sua persona.
4. Entenda que a relevância do link é fundamental
Embora a estratégia defina alguns padrões para a inserção de links, é incorreto utilizá-los sem levar em conta a utilidade e a relevância para o usuário. A experiência de navegação é a parte mais importante desse trabalho.
Exagerar nas linkagens pode ser entendido como uma tentativa de manipulação dos mecanismos de busca (black hat). Não há nenhuma definição oficial sobre o assunto, embora existam estudos que tentam estimar um número ideal de links internos necessários. O mais importante é sempre priorizar a utilidade, a relevância e a coerência dos links.
O que é uma auditoria em SEO e como fazer a auditoria dos links internos do site?
Se o seu site já tem materiais publicados e você precisa providenciar mudanças nas publicações para se adequar à sua estratégia, é fundamental providenciar uma auditoria de SEO.
Como o próprio termo esclarece, é uma “inspeção” das práticas de otimização adotadas no site, que busca encontrar erros e oportunidades para melhorar seus resultados.
No caso dos links internos, podemos encontrar problemas de navegação, links quebrados, páginas com poucos ou nenhum link, redirecionamentos permanentes ou ausência de estratégia de estruturação.
Em blogs com poucas postagens, é possível analisar as páginas manualmente. Entretanto, quando há muitos materiais publicados, precisamos recorrer a ferramentas.
Uma das mais completas é o Site Audit (Auditoria de Site), da Semrush. Com ela, você terá todos os erros das suas páginas listados com sugestões para corrigir e adequar seus conteúdos.
Na plataforma da Semrush, você também encontra dados sobre backlinks, a outra esfera do Link Building, que não pode ser negligenciada de forma alguma.
O que é uma estratégia de backlinks e por que é tão importante?
Os backlinks nada mais são do links externos de outros sites que apontam para as páginas do seu site. Eles estão nos primórdios da lógica de relevância do Google, que atribui autoridade aos domínios que são muito referenciados.
Com o passar dos anos, a interpretação dessas linkagens evoluiu muito. Hoje, é mais vantajoso, em termos de SEO, ter poucos backlinks, porém, de sites de alta qualidade, do que ter um oceano de links aleatórios apontando para o seu site.
Também de nada adianta ter backlinks de sites que abordam assuntos completamente diferentes do seu. Até a eficácia dos tradicionais guest posts tem sido questionada, nos últimos anos.
Tudo indica que o Google quer que os backlinks sejam criados da maneira mais natural possível, com menos impacto direto de ações de Marketing e Publicidade. Isso significa que também faz parte da estratégia de Link Building criar conteúdos que estimulem a linkagem de outros sites, como:
fornecer dados e pesquisas relevantes;
fontes e esclarecimentos de empresas e pessoas competentes;
materiais visuais (como imagens e infográficos);
conteúdos interativos (como quizzes, calculadoras e jogos);
informações inéditas sobre o mercado ou um produto específico.
Também é preciso investigar a qualidade dos backlinks que apontam para o seu site e rejeitar aqueles que sugerem spam, ou que podem prejudicar a autoridade do seu site.
Caso não queira utilizar ferramentas pagas, alguns serviços gratuitos (ou parcialmente gratuitos) podem ajudar a analisar backlinks, como:
Majestic: tradicional ferramenta focada na análise de links;
Neil Patel: ferramenta para backlinks dentro do Ubersuggest;
Ahrefs (inglês): famosa plataforma de SEO com verificador de backlinks exclusivo.
É possível encontrar uma listagem de backlinks e links internos no próprio Google Search Console. As informações são limitadas, mas por ele, já é possível solicitar rejeições e identificar todos os links que apontam para cada página do seu site.
Podemos concluir que uma estratégia de Link Building eficiente deve levar em conta boas práticas de backlinks e de links internos. São duas linhas de atuação que integram o SEO on page e o off page, ambos fundamentais para que seu site seja bem compreendido pelos buscadores e construa uma sólida autoridade na web.
Amazon e Mercado Livre são dois gigantes do e-commerce e também oferecem dois dos maiores programas de afiliados do Brasil (e do mundo).
O programa da Amazon, o Amazon Associados, é mais antigo e muito tradicional no marketing digital brasileiro, com uma plataforma muito bem consolidada. O Mercado Livre Afiliados chegou mais tarde e no ano passado foi impulsionado para fazer frente à concorrência.
Ambos são excelentes oportunidades de monetização na internet, mas cada um tem suas regras, vantagens e desafios.
Neste comparativo, explico como cada programa funciona, quais são os pontos fortes, as reclamações frequentes, entre outras informações.
Você pode se associar a ambos, claro — eu, por exemplo, uso os dois programas —, mas é interessante fazer esse “duelo” para entender como cada plataforma funciona. Siga a leitura e confira!
Um programa de afiliados é uma forma de marketing digital em que um parceiro promove produtos de uma empresa e recebe uma comissão por cada venda gerada por meio de seus links.
Isso é chamado de marketing de afiliados e é uma das maneiras mais acessíveis de começar a ganhar dinheiro online sem precisar criar ou vender seus próprios produtos.
No caso da Amazon e do Mercado Livre, os programas permitem que você crie links únicos rastreáveis para páginas de produtos que geram comissões sobre as vendas.
Associados Amazon: visão geral
O programa de afiliados da Amazon se chama Associados Amazon. É um programa gigante, disponível em vários países, aberto para pessoas físicas e jurídicas.
Ele permite que você promova milhões de produtos da Amazon e ganhe uma porcentagem por cada venda atribuída ao seu link.
Como funciona?
Uma vez dentro do programa, ao acessar o site da Amazon, você verá uma barra superior, o famoso Site Stripe, onde poderá consultar a comissão disponível para o produto acessado e também gerar links únicos.
O mais interessante do programa é que você não ganha comissão apenas sobre o produto indicado, mas sobre todos os produtos que o mesmo usuário comprar dentro de um intervalo de 24 horas após o clique no seu link de afiliado.
Como o marketplace é muito vasto, as pessoas frequente compram vários produtos, seja por oportunidade, seja para aproveitar promoções ou frete grátis.
Pontos positivos
Entre os principais pontos positivos do programa de afiliados da Amazon, podemo citar:
catálogo gigantesco: a Amazon tem um dos catálogos de produtos mais robustos e diversificados do e-commerce brasileiro;
alta confiança do consumidor: o marketplace é tradicional e muito confiável, o que facilita vendas frequentes;
plataforma muito robusta: o sistema de afiliados da Amazon é muito estável, eficiente e seguro, com um excelente painel de monitoramento;
clareza nas regras, funcionamento e questões fiscais: a Amazon é muito clara em suas regras e permite ajustes simples em dados fiscais e de pagamento.
Desvantagens e reclamações comuns
Entre as reclamações comuns dos usuários, vale destacar:
cookie de 24 horas: a janela de rastreamento de 24 horas é considerada curta em comparação com outros programas;
comissões pouco atrativas em algumas categorias: algumas categorias pagam comissões relativamente baixas (às vezes entre 1% e 5%);
cancelamento espontâneo: embora mais raros atualmente, há relatos de afiliados que tiveram suas contas desativadas sem aviso, o que pode ser frustrante, principalmente para quem já tem uma estrutura de divulgação montada;
atendimento praticamente inexistente: extrema dificuldade de acionar o atendimento em caso de dúvidas e problemas.
Mercado Livre Afiliados: visão geral
O Mercado Livre Afiliados (também chamado de “Programa de Afiliados e Criadores”) é a iniciativa do maior marketplace da América Latina para que pessoas promovam seus produtos e ganhem comissões por vendas realizadas.
O programa já existe há vários anos, mas foi no ano passado (2025) que começou a ser impulsionado com campanhas de incentivo e melhorias contínuas na plataforma.
Como funciona?
Tal como na Amazon, ao se cadastrar no programa e ser aprovado, você verá uma barra superior nas páginas de produto e busca do Mercado Livre, que te permite ver a comissão disponível e gerar links únicos.
O Mercado Livre também aceita pessoas físicas e jurídicas. Além disso, também comissiona por outros produtos comprados pelo usuário e não apenas o indicado.
Pontos positivos:
Vejamos os pontos positivos principais do programa de afiliados do Mercado Livre:
comissões competitivas: em determinadas categorias, as comissões podem chegar a 16%;
marketplace consolidado no Brasil: e-commerce muito apreciado pelos consumidores, principalmente devido a incentivos, como o Full;
fácil acesso: pouquíssima burocracia para iniciantes, sendo aberto até para pessoas comuns que desejam divulgar poucos itens;
atendimento: embora demore um pouco nas respostas, há equipes sempre disponíveis para tirar dúvidas e resolver problemas.
Desvantagens e reclamações comuns
Segue, abaixo, as reclamações mais comuns sobre o programa:
instabilidades frequentes: links quebrados ou apontando para páginas vazias são uma reclamação importante;
rastreamento confuso: apesar de haver possibilidade de ganhar boas comissões, alguns afiliados relatam que o rastreamento e a atribuição podem ser confusos;
plataforma ainda não amadurecida: a área de afiliados no Mercado Livre está em desenvolvimento, apresenta mudanças frequentes e, consequentemente, sofre com instabilidades;
links indiretos: os links apontam para o perfil do afiliado, exigindo um segundo clique para acessar o produto indicado (o que pode afetar conversões);
Mercado Pago obrigatório: os pagamentos são obrigatoriamente realizados via Mercado Pago, obrigando o usuário a transferir valores para outra conta, caso não use esta plataforma de pagamentos;
pouca clareza sobre regras e formalização: algumas questões do funcionamento (como intervalo de rastreamento) não são divulgadas, assim como orientações sobre formalização (transição para conta PJ, emissão de notas etc.).
Amazon vs Mercado Livre: qual o melhor programa de afiliados?
Bem, aqui vou colocar a minha opinião trabalhando com os dois programas nos últimos anos. A experiência pode variar de um usuário para outro, ok?
Vale a pena ser afiliado da Amazon?
Sempre indico o programa de afiliados da Amazon, pois já o utilizado há muitos anos e tive pouquíssimos problemas. Na verdade, creio que é um dos meios mais confiáveis e eficazes de monetização na internet.
O programa é muito amadurecido, tem muitos usuários e a plataforma é muito boa, com gráficos e relatórios muito intuitivos, além da facilidade de fazer ajustes e alterar informações fiscais.
Embora algumas pessoas reclamem das comissões, nos nichos que atuo (escritório e tecnologia) considero as taxas bastante competitivas. Além disso, o pagamento é muito claro e organizado — em cerca de 4 anos com o programa, acho que só tive problemas com pagamento uma única vez, e foi tudo resolvido em alguns dias.
O que deixa a desejar mesmo é o atendimento, que não só é difícil de encontrar, como frequentemente não resolve (os atendentes não são bem orientados), te obrigando a tirar dúvidas em fóruns ou perguntando diretamente para outros afiliados.
O programa de afiliados do Mercado Livre é muito bom e tem melhorado dia após dia, inclusive se inspirando bastante (me parece) no programa da Amazon, o que é ótimo.
Na minha experiência, entretanto, e reforço que é a visão particular dos meus negócios, a performance do Mercado Livre sempre foi inferior à da Amazon, mesmo com ofertas muito competitivas. Não sei se isso se deve à política de rastreio deles ou à limitações da plataforma — que exige atualizações mais frequentes nos links, pois muitos simplesmente saem do ar.
No entanto, o que realmente me incomoda no programa é que os links não apontam para a página de produto, mas para uma página do seu perfil de afiliado com o produto em destaque. Isso pode gerar desconfiança em alguns usuários e é um passo a mais que pode prejudicar a conversão.
Particularmente, entendo o Mercado Livre como um programa de afiliados ainda em fase de amadurecimento. O rastreio das vendas ainda não me parece tão confiável, os relatórios e o ambiente geral da área de afiliados é confuso e não há qualquer esclarecimento sobre a formalização da atividade (como migrar de conta pessoa física para jurídica, declaração de imposto de renda ou emissão de notas fiscais).
Confio, porém, na competência do Mercado Livre e sei que o programa vai melhorar muito, e estou de olho nas melhorias frequentes que eles trazem.
Se recomendo, é claro que sim! O Mercado Livre é um marketplace gigante e oferece uma excelente oportunidade de monetização. Mesmo com todas as ressalvas que citei, é possível faturar muito com a plataforma.
Perguntas frequentes sobre programas de afiliados
Para fechar, algumas perguntas frequentes sobre programas de afiliados, como o da Amazon e o do Mercado Livre. Confira!
É fácil ganhar dinheiro como afiliado nesses programas?
Sim e não. Ganhar com afiliado exige consistência, audiência qualificada e conteúdo relevante — não basta apenas colar links nas redes sociais.
Muitos afiliados iniciantes veem resultados modestos no começo até aprender estratégias de SEO, funil de vendas e engajamento, por exemplo.
Para pessoas comuns, o processo é lento. Não vá cair em promessas sensacionalistas de influenciadores, achando que vai ficar rico da noite para o dia. Não vai.
Preciso ser um influenciador com muitos seguidores?
Não. Os programas exigem que você tenha um canal de divulgação ativo, mas sem número mínimo de inscritos, acessos ou seguidores.
Para quem é influenciador, é mais fácil começar, pois já tem uma audiência. Entretanto, você pode começar pequeno ou nem aparecer.
Eu, por exemplo, não me considero um influenciador, e minha principal fonte de receita como afiliado são listas de produtos e reviews, como os que posto aqui no blog.
Posso usar anúncios pagos para divulgar links?
Sim e não. Cada plataforma tem suas regras, mas em geral, anúncios com links diretos para páginas de produto podem ser penalizados (tanto pela plataforma de afiliados quanto pelo plataforma na qual você está anunciando).
Entretanto, você pode fazer anúncios apontando para seus canais de divulgação, e neles incluir seus links. Nas redes sociais, usa-se muito também o envio de links via inbox (que você só deve enviar com consentimento via comentário ou solicitação).
Pode ser afiliado pessoa física?
Sim. Várias plataformas, como a Amazon e o Mercado Livre, permitem o cadastro de Pessoas Físicas (com CPF). Entretanto, você deve ficar atento, pois seus ganhos terão retenção e serão informados à Receita Federal no ano seguinte.
O valor pago em comissões é somando aos demais valores que recebe de outras empresas (como salários e pró-labore) para compor seu rendimento. O limite de isenção de imposto de renda hoje é de R$5.000. Ultrapassado esse valor em ganhos, você será tributado.
E mais: se ultrapassar muito, o imposto pode ficar maior do que o que você pagaria como Pessoa Jurídica.
Se você não tem empresa, comece como Pessoa Física, mas uma vez observado crescimento significativo dos seus ganhos, considere consultar um contador para se formalizar.
MEI pode ser afiliado?
Não. Atualmente, a atividade de afiliado digital é regulamentada pelo CNAE 7490-1/04 (Intermediação de Negócios), que não consta na lista de atividades permitidas pelo MEI (Microempreendedor Individual).
Logo, para formalizar sua atuação como afiliado é preciso criar uma empresa, sendo, no mínimo, um Microempresário (ME), hábil a emitir notas com o CNAE definido pelo IBGE para essa atividade.
Afiliado precisa pagar imposto?
Cadastrado como Pessoa Física, o afiliado só pagará imposto se seus ganhos acumulados (em diferentes atividades) ultrapassem o limite de isenção de imposto de renda (R$5.000). Entretanto, mesmo quando não há tributação, valores são retidos nos pagamentos e creditados no ano seguinte no período de declaração do Imposto de Renda.
Para afiliados formalizados (cadastrados como Pessoa Jurídica), o pagamento é realizado de forma integral (sem retenções) e a tributação é realizada de acordo com o regime tributário da sua empresa.
Afiliado precisa emitir nota fiscal?
O afiliado Pessoa Física não precisa emitir nota fiscal, mas deve declarar seus ganhos no Imposto de Renda (geralmente aparecem automaticamente na declaração pré-preenchida).
Plataformas como a Amazon e o Mercado Livre não exigem o envio de notas fiscais para realização do pagamento, mas o afiliado Pessoa Jurídica deve emitir nota fiscal para formalizar seus ganhos como prestador de serviço e pagar os impostos atrelados.
Todos os valores pagos são informados à Receita Federal pelas plataformas de afiliado na Declaração de Imposto de Renda do ano seguinte. Caso você não tenha formalizado esses recebimentos, estará sujeito à penalizações e impostos retroativos.
Ambos os programas, Associados Amazon e Mercado Livre Afiliados, são excelentes meios de monetizar seu conteúdo na web.
A Amazon se destaca pela confiabilidade, vasto catálogo e histórico consolidado, o que ajuda a converter visitas em vendas. Já o Mercado Livre oferece comissões mais elevadas em algumas categorias e simplicidade de entrada, especialmente para quem está começando.
Como não há taxas para entrada, recomendo usar ambos os programas e aproveitar o melhor de cada um. E lembre-se: não existe dinheiro fácil, o sucesso no marketing de afiliados requer estratégia e consistência.
O programa de afiliados da Amazon — cujo nome oficial é Associados Amazon — é uma das maneiras mais populares e acessíveis de ganhar dinheiro online. Ele permite que qualquer pessoa (com um site, blog, canal no YouTube ou perfil em redes sociais) ganhe comissões indicando produtos vendidos na Amazon.
Particularmente, devo dizer que o programa de afiliados da Amazon foi um divisor de águas em minha carreira, e é, até hoje, uma das principais fontes de receita da minha empresa. Já sou associado há cerca de 4 anos e achei que já era hora de criar um tutorial para dar dicas para quem está começando.
Mas afinal, como funciona esse programa? Quem pode participar? Quanto você pode ganhar de verdade? Quais são as regras que você precisa seguir para não ter sua conta encerrada? Neste guia completo, vou tirar todas essas dúvidas e várias outras, destacando a minha experiência quando for pertinente.
O post ficou longo, pois quis incluir questões de todos os níveis, das mais básicas às mais maduras, mas você pode usá-lo como um FAQ, acessando apenas o que te interessa. Bom proveito!
O programa de afiliados da Amazon, o Amazon Associados, é um sistema de parcerias no qual a Amazon paga uma comissão para pessoas que promovem produtos e geram vendas através de links exclusivos. É um dos programas mais tradicionais do tipo na internet.
De forma bem resumida, funciona assim:
você se cadastra no programa;
cria links únicos para produtos dentro da própria Amazon;
quando alguém compra pela sua indicação, você ganha uma porcentagem da venda.
Esses links podem ser usados em blogs, vídeos, redes sociais e até em e-mails (respeitando as regras do programa).
Como funciona o pagamento de comissões?
As comissões variam de acordo com a categoria do produto. Alguns itens pagam mais, outros pagam menos.
Produtos de moda e acessórios, por exemplo, costumam pagar taxas maiores. Eletrônicos e itens com preço baixo podem pagar menos, mas é variável. Você pode conferir as taxas de comissões padrão atualizadas.
Há um delay (atraso) de 2 meses no pagamento das comissões, ou seja, você recebe este mês as comissões referentes às vendas acumuladas até dois meses atrás. Por exemplo, agora em fevereiro de 2026, serei pago pelas comissões acumuladas até dezembro de 2025.
Esse atraso incomoda no início, mas com o tempo você acostuma e acha até bom, pois te dá uma previsão de ganhos futuros. A Amazon explica que o atraso se deve ao período de processamento e avaliação das compras.
O pagamento é feito mensalmente, desde que você atinja o valor mínimo exigido pela Amazon (no Brasil, o valor mínimo é de R$30). Se não atingir, o montante fica retido e é somado aos ganhos futuros até atingir o valor mínimo para pagamento.
Os pagamentos são geralmente realizados no fim do mês (a partir do dia 27), depositados sempre em dia útil.
Como funcionam os links de afiliado da Amazon?
Aqui entra a parte interessante. Você não ganha comissões apenas sobre os produtos que indica, mas sobre todos os produtos que o usuário comprar na Amazon dentro de 24 horas após clicar no seu link.
Como a Amazon é um marketplace muito vasto, as pessoas frequentemente compram vários outros produtos junto ao que às levou até lá (seja por impulso, seja por descoberta ou para aproveitar promoções e frete grátis).
Isso é possível graças a um cookie (pequeno arquivo) que é instalado no navegador do usuário quando ele clica no link do associado e é redirecionado para a Amazon. Esse cookie é mantido por 24 horas, gerando comissões para você — e, caso o usuário clique novamente em um link seu, o prazo é renovado.
Mas atenção, os links da Amazon seguem a regra do último clique. Ou seja, se o usuário visitar o blog ou rede social de outro associado da Amazon (concorrente), as comissões serão geradas para o link do último clique.
Resumindo: seu site ou perfil social precisa ser o último local (de associado) visitado pelo usuário antes dele fazer as compras.
Você também deve ficar atento à possíveis mudanças de dispositivo, pois os cookies são criados no navegador onde o link único é aberto.
Se, por acaso, o usuário acessar um dos seus links pelo celular, mas resolver, por qualquer motivo, finalizar a compra pelo computador, você pode perder a comissão, a menos que ele esteja logado no navegador que acessou o link único.
Quem pode participar do programa de afiliados da Amazon?
O programa de afiliados da Amazon é aberto a pessoas físicas e jurídicas, mas é importante se atentar a alguns pontos. Veja.
Pode ser Associado Amazon com CPF?
Sim. Você pode começar com a sua própria conta pessoa física na Amazon, e essa é uma ótima forma de testar o programa e seu potencial de geração de receita por esse meio.
Entretanto, você deve saber que ao vincular seu CPF, seus rendimentos terão retenção de imposto de renda e serão declarados anualmente em informe. Os valores retidos serão restituídos no ano seguinte, e você só será tributado se seus ganhos superarem o limite de isenção.
Atualmente, o limite de isenção da Receita Federal é de R$ 5.000 por mês. Se seus ganhos superarem esse valor, eles serão tributados de acordo com a tabela progressiva do IR.
O ponto é que o limite de isenção não é restrito aos ganhos da Amazon. Ele vale para o montante de todos os valores que você recebe de empresas com seu CPF, como ganhos com outros programas de afiliados, salários (CLT) ou pró-labore.
Você deve ficar de olho nisso, para não correr o risco dos seus ganhos como afiliado te obrigarem a pagar imposto de renda (se você é isento) ou mais do que você pagaria como pessoa jurídica.
MEI pode ser afiliado da Amazon?
Não. Desde 2023, a atividade de afiliado digital foi regulamentada pelo CNAE 7490-1/04 (Intermediação de Negócios), que não está na lista de atividades permitidas para o MEI (Microempreendedor Individual).
Antes dessa determinação, muitos afiliados emitiam notas usando CNAEs generalistas, como Promoção de Vendas, o que não é mais aceito pela maioria das plataformas para evitar possíveis penalizações.
Na época da mudança houve uma grande discussão sobre essa definição — que é, no mínimo, arbitrária —, mas a regra acabou se consolidando. Sendo assim, para ser afiliado formalizado, você precisar ser, no mínimo, um Microempresário (ME), com contador e tudo mais.
Como se cadastrar no programa de afiliados da Amazon?
O cadastro é gratuito, simples e geralmente rápido. Antes de qualquer coisa, você precisa ter uma conta na Amazon.
Você pode usar a sua conta pessoal (que usa para fazer compras), mas para organizar melhor as finanças do seu negócio, é recomendável criar uma conta exclusiva para atuar como afiliado (que precisará de um novo e-mail e número de telefone).
Se você já tem um CNPJ permitido (não MEI), já o vincule a essa nova conta para já iniciar formalizado.
Além disso, você também precisará citar um canal de divulgação ativo, como blog, site, perfil no Instagram, YouTube etc.).
Você pode fazer seu cadastro agora mesmo neste link.
Não vou listar um passo a passo aqui, mas o processo é muito simples e intuitivo. Basta logar na sua conta (se ainda não estiver) e seguir as instruções. O processo de análise pode levar de horas a alguns dias.
Quando for aprovado, o site da Amazon mudará para você. Você verá o famoso Site Stripe, uma barra superior onde você poderá consultar a comissão de produtos e gerar seus links, e também terá acesso ao Portal de Associados, onde poderá acompanhar seus resultados.
Como mudar de conta PF para conta PJ no programa de afiliados da Amazon?
Se você já tem uma conta pessoa física e deseja formalizar suas atividades como afiliado, o processo dentro da plataforma é simples.
Antes de tudo, porém, você precisa ter uma empresa ativa hábil a emitir notas fiscais com a CNAE 490-1/04 (Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários) e uma conta bancária PJ com o respectivo CNPJ e razão social.
Resolvidas as questões burocráticas, na plataforma da Amazon, você precisará apenas atualizar as suas informações de pagamento. O caminho é o seguinte. Dentro do Portal de Associados:
acesse o menu no canto superior direito da tela (barras à direita do seu storeID);
clique em Conta, depois em Configurações da conta;
em “Informações de pagamento e fiscais”, clique em Alterar informações de pagamento;
informe o CNPJ, sinalize a identificação fiscal como Pessoa Jurídica e cadastre os dados da sua conta PJ;
para finalizar, basta clicar em Enviar.
Como sinalizado na página, as atualizações nos dados de pagamento, após aprovadas, só entrar em vigor a partir do primeiro dia do mês seguinte. Logo, se tiver comissões a receber no mês atual, essas serão geradas em seu CPF.
Caso os dados sejam aprovados, os pagamentos passarão a ser feitos na nova conta cadastrada e sem retenções (o imposto agora será calculado e pago de acordo com o regime tributário da sua empresa).
Precisa emitir nota fiscal para receber comissões na Amazon?
A Amazon não exige o envio de nota fiscal, como outros programas de afiliado. Os pagamentos são feitos automaticamente e formalizados internamente via informe de rendimentos.
Entretanto, se você tem uma empresa, precisará formalizar seus ganhos (afinal, a Amazon os informará à Receita Federal no ano seguinte). Logo, como PJ, você precisará sim emitir nota fiscal.
Observação: se você for pessoa física, não precisa emitir nota, mas precisará declarar seus ganhos no imposto de renda por meio do informe de rendimentos disponibilizado pela Amazon (nos últimos anos, os dados tem sido integrados automaticamente na declaração pré-preenchida, mas você deve conferir).
Embora as comissões sejam referentes à valores acumulados nos meses anteriores, a formalização é feita sobre a data de pagamento. Ou seja, você deve emitir a nota fiscal com data referente ao mês recebeu o dinheiro (recomendo emitir logo após o dinheiro for depositado).
Os dados para emissão da nota fiscal para a Amazon (como tomador) no programa de afiliados são:
Razão Social: AMAZON SERVICOS DE VAREJO DO BRASIL LTDA
CNPJ: 15.436.940/0001-03 (São Paulo – SP)
Não há nenhuma exigência para descrição ou complemento. E lembrando que o CNAE sugerido pelo IBGE é o 490-1/04 (Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários) — podem haver subespecificações no seu município, sendo recomendável consultar seu contador.
Como criar links de afiliados na Amazon?
Para criar links de afiliado, primeiro você deve acessar a página que pretende usar como destino para o link (no site ou no aplicativo da Amazon). Pode ser a página de um produto, resultado de pesquisa, entre outras áreas da Amazon.
Na página escolhida, clique em Obter link no canto direito do Site Stripe. Um link único já estará disponível no campo indicado nos formatos abreviado (recomendado) e completo. Basta copiar e usá-lo em suas divulgações.
No Site Stripe você também confere a categoria do produto e a taxa de comissão. Saiba mais detalhes sobre o Site Stripe neste artigo.
Como acompanhar meus resultados?
A central de controle da sua conta de associados é o Portal de Associados da Amazon. Você pode acessá-lo pelo Site Stripe (clicando no botão roxo no canto esquerdo) ou pelo link https://associados.amazon.com.br (certifique-se de estar logado se for acessar pelo link direto).
Na home do portal, você tem um resumo dos resultados do mês atual, incluindo um gráfico de conversões (número de cliques e compras por dia) e suas comissões acumuladas.
Clicando em Ver relatório completo, você chega em um painel ainda mais amplo, onde poderá ver também a listagem dos produtos pedidos e seus ganhos, além de gerar relatórios personalizados. Essa já é uma forma de estudar a sua audiência, entendendo o que eles estão comprando entre o que você anuncia e também em outras categorias.
Nesta mesma área, você pode acessar as taxas de comissões e tarifas, conferir o histórico de pagamentos, fazer download de relatórios e também dar feedback sobre o programa.
Agora, uma forma muito boa de analisar seus resultados e medir a performance dos seus canais de divulgação e campanhas é usando IDs de rastreamento. Com eles, você pode criar mais de um link personalizado para o mesmo destino, permitindo identificar de onde o usuário veio (seu site, rede social ou campanha, por exemplo).
O vídeo abaixo é antigo, mas o processo de criação desses IDs segue da mesma forma. Dá uma conferida para aprender a usar o recurso.
O que o afiliado não pode fazer?
A Amazon tem algumas regras para divulgação e violá-las pode resultar em suspensão da conta. Algumas das principais normas são:
não clicar nos seus próprios links (as comissões será desconsideradas e, se feito com frequência, pode gerar penalizações);
não disfarçar os links de afiliado (transparência com o público é essencial para evitar reclamações futuras);
não usar a marca oficial da Amazon (promover produtos como um representante oficial da empresa);
não usar links em e-mails enviados diretamente para pessoas sem consentimento (spam);
não promover links em ofertas enganosas ou em sites que incentivem spam.
Existem várias formas eficazes de promover seus links. As mais comuns são:
blogs e sites com artigos úteis (como listas, reviews e tutoriais);
vídeos no YouTube;
redes sociais (Instagram, TikTok, Facebook);
newsletters via e-mail ou chat (respeitando as regras);
anúncios em canais diversos;
listas de produtos recomendados.
Você pode enviar links diretamente para as pessoas, mas essa é uma prática ruim e pouco profissional. A chave é sempre agregar valor: ajudar o público com recomendações sinceras costuma gerar mais conversões.
Para ficar por dentro de tudo sobre o programa e ainda conferir dicas de uso e monetização de conteúdo, é importante acessar a Creator University, que é o portal de conteúdo oficial da Amazon para os associados.
É melhor promover produtos físicos ou digitais?
O programa da Amazon tradicionalmente está focado em produtos físicos vendidos pela Amazon ou por vendedores parceiros.
Entretanto, você pode ganhar comissões a partir da venda de e-books Kindle e também assinaturas, como o Kindle Unlimited e o Amazon Prime.
Não há como estabelecer qual é o melhor ou pior, são duas possibilidades, e você deve escolher levando em conta o seu nicho e o perfil do seu público.
Erros comuns que você deve evitar no programa de afiliados
Mesmo depois de entender o básico, muitos afiliados cometem alguns erros que limitam seus resultados. Os mais comuns são:
não escolher um nicho claro: tentar falar de tudo acaba diluindo seu público e dificultando a retenção;
copiar e colar links sem contexto: é importante explicar por que um produto é bom;
ignorar a experiência do usuário: conteúdo confuso, banal ou sem foco afasta as pessoas (lembre-se que hoje estamos imersos em um mar de conteúdo);
promover sem transparência: não adianta tentar enganar, a sua audiência percebe quando a recomendação não é sincera;
esperar resultados rápidos: construir autoridade e tráfego leva tempo (vários meses ou até anos, é preciso ter persistência).
Em vez de mirar ganhos extraordinários (como prometem muitos influenciadores), você ganhará muito mais estabelecendo uma estratégia sóbria que te garante resultados consistentes.
No meu primeiro ano como afiliado, meu único canal de divulgação era um blog com cerca de 500 acessos mensais (faturando dezenas a poucas centenas de reais por mês). Levou mais de um ano para amadurecer o meu trabalho, meu conteúdo e, consequentemente, a minha audiência, e começar a ter ganhos significativos. Resultado realmente bom, porém, só depois de dois anos (quando meu blog já registrava cerca de 10 mil acessos mensais e meu faturamento como afiliado já ultrapassava os 10 mil reais por mês).
Dicas para quem está começando como afiliado hoje
Não existe receita de bolo. Há inúmeras formas de promover links e ganhar comissões (muito além de ser um influenciador ou criar blogs). Dê uma pesquisada na internet e estude os meios usados por grandes e pequenos criadores para se inspirar — e ouse tentar coisas novas também, pois há espaço para isso.
De maneira geral, para quem está dando os primeiros passo, algumas dicas podem ajudar:
escolha um nicho específico: divulgação bem segmentada costuma gerar resultados mais rápidos, pois a concorrência é menor e é mais fácil atingir público qualificado (pessoas que realmente se interessam);
defina uma plataforma principal: você pode usar diferentes canais de divulgação, mas eleja um deles para se focar e entregar conteúdos com mais volume e qualidade;
estude marketing digital: fique por dentro das estratégias e recursos usados no mercado, como SEO, Ads e IA;
adote uma comunicação natural: sem forçar a barra ou “empurrar links”, adote uma postura honesta e amigável;
faça testes e refine sua estratégia: teste diferentes formatos de conteúdo, canais e meios de divulgação, compare resultados e refine gradualmente sua estratégia.
Esse é o arroz com feijão de qualquer projeto profissional de marketing de afiliados. Para além disso, vai depender do que você divulga e como pretende fazer isso.
Quanto dá pra ganhar como afiliado da Amazon?
A Amazon não divulga dados sobre o desempenho dos seus associados, portanto, não dá para definir uma média ou faixa de faturamento.
O que dá pra dizer é que varia muito. O programa é composto por diferentes perfis e níveis de usuário, desde pessoas comuns que fazem uma pequena renda extra a grandes empresas com estrutura suficiente para faturar centenas de milhares de reais mensalmente.
Entenda, porém, que o programa de afiliados é apenas um recurso de monetização, ou seja, um caminho para ganhar dinheiro pela internet. Os ganhos, propriamente, estão muito mais ligados ao modelo de negócio do usuário, sua estrutura empresarial e, claro, seus resultados individuais.
Ninguém ganha muito dinheiro simplesmente por se tornar um associado da Amazon. É a pessoa ou empresa que tem uma grande audiência qualificada e uma grande estrutura de divulgação e monetização que consegue fazer muito dinheiro usando ferramentas, como as plataformas de afiliados.
Vale a pena ser Associado da Amazon?
O programa de afiliados da Amazon é uma porta de entrada incrível para quem quer começar a ganhar dinheiro online sem precisar criar produtos ou lidar com logística.
Com uma marca forte como a Amazon e milhões de produtos à disposição, as oportunidades são diversas. Entretanto, como dito, o sucesso depende da forma como você cria conteúdos, promove recomendações e se relaciona com sua audiência — e, claro, também depende do que você entende como “sucesso”.
Não importa se você é blogueiro, produtor de vídeo ou influenciador nas redes sociais, entender como o programa funciona e usar boas práticas de marketing é o que vai transformar cliques em comissões reais.
O caminho pode ser gradual, mas com estratégia e dedicação você pode transformar o programa em uma fonte consistente de renda.
Amazon Influencers é um programa de parceria que remunera influenciadores pela venda de produtos recomendados em seus perfis sociais no YouTube, Instagram, Tiktok ou Facebook. Não é cobrada nenhuma taxa para se candidatar e as comissões podem chegar até 13% do valor do produto.
Procurando novos meios de monetizar seu conteúdo nas redes sociais? Conheça o Amazon Influencers!
Com a Amazon, você compartilha suas recomendações de produtos e ganha comissões por cada venda realizada através dos seus links exclusivos.
Neste guia, explico como funciona o programa, quem pode participar, como se inscrever e como potencializar seus ganhos. Aproveite!
O Programa Amazon Influencers é uma extensão do programa de afiliados da Amazon, projetado especificamente para criadores de conteúdo com presença nas redes sociais.
Ao se tornar um influenciador da Amazon, você pode criar uma loja personalizada na plataforma, onde poderá recomendar produtos para sua audiência.
Cada vez que alguém realiza uma compra através dos links da sua loja, você recebe uma comissão, que pode chegar até 13% do valor do produto!
Quais são os requisitos para participar?
Não é cobrada nenhuma taxa para se candidatar ao programa Amazon Influencers, basta fazer uma solicitação para que seu perfil seja analisado.
Para ser aceito e começar a monetizar, porém, é necessário atender a alguns critérios, como:
conta em redes sociais: você deve possuir uma conta pública no YouTube, Instagram (conta comercial), Facebook (conta comercial) ou TikTok;
engajamento: a Amazon avalia o engajamento da sua audiência, considerando interações como curtidas, comentários e compartilhamentos (embora não haja um número mínimo de seguidores ou interações especificados, uma audiência engajada aumenta suas chances de aprovação);
conteúdo relevante: sua conta deve apresentar conteúdo consistente e relevante para o público-alvo da Amazon.
Você não precisa ser um grande influenciador para participar. Perfis pequenos também são aprovados, desde que atendam os critérios estipulados.
Como se inscrever no programa Amazon Influencers? Passo a passo
A seguir, o passo a passo completo para se inscrever no programa Amazon Influencers e começar a ganhar dinheiro com a Amazon. Confira!
1. Verifique se sua rede social atende os critérios da Amazon
Antes de qualquer coisa, verifique se seu perfil, página ou canal nas redes sociais atende os critérios da Amazon.
Se for divulgar no Instagram ou no Facebook, por exemplo, é obrigatório ter uma conta comercial.
Uma dica: se você não posta nada há algum tempo, vale a pena criar algumas postagens para deixar claro que a sua conta está ativa.
2. Inscreva-se na página oficial da Amazon Influencers
Se estiver tudo certinho com suas redes sociais, basta se inscrever!
Em seguida, você deverá logar em uma conta Amazon ou criar uma nova, caso ainda não tenha.
Uma dica: você pode usar sua conta pessoal (a que usa para fazer compras), mas é interessante criar uma nova conta separada para vincular seu CNPJ, caso queira formalizar seus recebimentos posteriormente.
Isso vale para influenciadores que já tem o trabalho formalizado ou pretender fazê-lo. Você não precisa de CNPJ para se inscrever no Amazon Influencers.
4. Conecte sua rede social
Por fim, você deverá conectar sua rede social à Amazon para que seu perfil ou canal seja verificado. Basta selecionar a rede social onde atua como influenciador e, em seguida, autorizar o compartilhamento de dados com a Amazon.
Se você atua como influencer em mais de uma rede social, repita o processo desde o início para cada uma delas.
E está feito!
Após autorizar o compartilhamento de informações, sua candidatura está garantida e a Amazon avaliará sua conta para verificar se atende aos critérios do programa. Esse processo pode levar alguns dias.
Após a aprovação, você poderá configurar sua loja na Amazon, adicionar produtos recomendados e personalizar sua página exclusiva.
Como monetizar com o Amazon Influencers?
Ao ser aprovado no programa Amazon Influencers, você terá acesso à Plataforma de Associados e poderá criar links exclusivos para divulgar dentro da sua rede social e em suas postagens.
Quando uma pessoa acessa um anúncio pelo seu link, tudo o que ela comprar dentro de 24 horas gerará comissões para você. Ou seja, você não ganha apenas sobre o produto indicado, mas sobre todas as compras que seu seguidor fizer dentro desse intervalo (o que é muito comum em marketplaces).
Mas fique atento!
O programa tem regras e caso as viole, você pode perder o seu acesso ao programa. Uma das mais importantes é que divulgações patrocinadas não são permitidas, ou seja, você não pode promover um produto mediante remuneração do vendedor ou fabricante. O programa preza pela transparência nas recomendações e sua atividade está sempre sendo monitorada.
Isso não quer dizer que você não pode fazer postagens patrocinadas, apenas que nelas, você não deve usar os links do programa Amazon Influencers.
Para maximizar seus rendimentos no programa Amazon Influencers, separei algumas estratégias para você utilizar. Confira!
Escolha produtos populares
Não invente moda. Foque em produtos com alta demanda e boas avaliações para aumentar as chances de venda.
Se você tem uma audiência limitada, investir em nichos é uma boa para reduzir a concorrência, mas ainda assim é interessante focar em itens de maior aceitação no mercado.
Crie conteúdo autêntico
Evite jabá. As pessoas notam e se irritam com isso nos dias de hoje.
Para transmitir credibilidade é fundamental ser transparente com sua audiência, compartilhando experiências reais com os produtos, sejam elas boas, sejam elas ruins.
Utilize várias plataformas
Promova sua loja em diferentes redes sociais, blogs, chats e fóruns para alcançar um público mais amplo. Só não vale ser o chato que fica empurrando links o tempo todo!
Seja sutil e procure agregar informações que realmente agreguem valor à sua audiência.
Otimize seus resultados
A Amazon disponibiliza uma plataforma completa para analisar seus resultados. Você pode segmentar seus links para rastrear os acessos, acompanhar a evolução do tráfego e comparar períodos, descobrir os produtos mais comprados por seus seguidores, entre outros recursos.
Use todas essas informações para refinar a sua divulgação e otimizar seus resultados para aumentar seus ganhos.
E aí? Já se inscreveu?
O programa Amazon Influencers oferece uma excelente oportunidade para monetizar sua presença online, transformando suas recomendações em uma fonte de renda.
Ao seguir as dicas acima e manter um relacionamento autêntico com sua audiência, você pode construir uma carreira sólida como influenciador digital, tendo a Amazon como sua parceira.
O programa de Associados da Amazon é um dos melhores do Brasil. As ferramentas utilizadas são muito boas, as comissão são competitivas e, claro, a Amazon é um monstro do e-commerce que está no dia a dia da maioria dos brasileiros, o que torna o trabalho muito mais fácil.
Lembre-se, porém, de que o sucesso no programa exige dedicação, consistência e boas estratégias.
Ainda não se inscreveu? Não perca tempo e clique no link abaixo!