Autor: Administrador

  • Descubra o que são pingbacks e trackbacks e veja se vale a pena usar esses protocolos no seu site

    Descubra o que são pingbacks e trackbacks e veja se vale a pena usar esses protocolos no seu site

    Populares no início da era dos blogs, o trackback e o pingback eram recursos obrigatórios para blogueiros se relacionarem e gerarem tráfego para seus artigos.

    O problema é que o crescimento desenfreado das práticas de spam acabaram tornando-os uma verdadeira dor de cabeça para muitos produtores de conteúdo e, por isso, o seu uso nos dias de hoje é bastante restrito.

    Se você utiliza o WordPress para gerenciar a sua estratégia de Marketing de Conteúdo, saiba que o pingback já vem pré-configurado na ferramenta, no entanto, sua desativação é muito simples.

    A questão, porém, é saber se essa funcionalidade vale a pena ou não para o seu projeto, e é sobre isso que falamos neste artigo.

    Confira os tópicos que abordamos!

    Continue conosco para saber mais!

    O que são pingback e trackback?

    Pingback e trackback são protocolos utilizados para o gerenciamento de backlinks, os links externos que apontam para os endereços do seu site ou blog.

    O trackback, porém, é considerado ultrapassado, enquanto o pingback, além de mais aprimorado, se destaca por ser um recurso automatizado.

    O principal benefício desses protocolos é que você é informado diretamente pelo autor do conteúdo que um link do seu site foi utilizado em seu material, além de poder retribuir o “favor” exibindo um link de retorno em sua postagem.

    Na prática, um pingback é gerado da seguinte maneira:

    • um blog A publica um conteúdo (um blog post, por exemplo) no qual consta um link apontando para um blog B (backlink);
    • o blog B recebe um pedido de aprovação de comentário (pingback) referente ao backlink inserido no post do blog A;
    • se o blog B aprovar, um comentário com um link para o artigo do blog A é publicado na caixa de comentários do post que foi referenciado.

    A única diferença entre o pingback e o trackback nesse processo é que o segundo precisa ser enviado manualmente e o comentário postado exibe um trecho do conteúdo (na maioria dos plugins e temas do WordPress).

    Como esses recursos funcionam dentro do WordPress?

    A maneira mais simples de enviar um trackback pelo WordPress é utilizar essa função no editor de texto clássico da plataforma (WordPress Classic Editor).

    Basta inserir o URL do trackback ― se também for um site WordPress, este link será o “endereço de destino/trackback” ― na seção Enviar trackback (ou “Send trackbacks).

    Vale ressaltar que o site de destino só receberá a notificação se o recurso estiver ativado em seu site. Outro ponto importante é que essa função não está presente no novo editor Gutenberg, o que confirma o desuso desse protocolo.

    Os pingbacks, por outro lado, são pré-configurados e ativados nas novas versões do WordPress, e como seu funcionamento é automático, nenhuma tarefa precisa ser realizada para gerá-lo.

    O moderador do site referenciado, porém, receberá uma notificação de moderação (no painel e por email) para inserção ou não do link de retorno nos comentários do seu artigo.

    Qual a influência do trackback e do pingback no SEO?

    O Link Building é um dos fatores mais importantes em uma estratégia de SEO. Desde a indexação de novas páginas à construção de autoridade nos rankings de pesquisa, a criação de uma rede de links sólida é essencial para garantir o crescimento de um site.

    Nesse cenário, temos os backlinks como um dos principais fatores avaliados pelo Google para definir a confiabilidade de um domínio.

    O raciocínio é simples: se o seu blog é constantemente referenciado por blogs de qualidade, provavelmente ele também entrega um conteúdo de qualidade.

    Entretanto, esses backlinks não podem ser inseridos de qualquer maneira. Criar páginas e sites unicamente para criar backlinks, por exemplo, é uma prática facilmente detectável e classificada como Black Hat (práticas de SEO “ilegais” passíveis de punição pelo Google).

    Outro problema comum são os backlinks negativos, aqueles criados em sites de má qualidade que promovem conteúdos e produtos ilícitos.

    Em teoria, os trackbacks e pingbacks são uma ótima solução para obtermos controle sobre a criação desses links externos e até para promover trabalhos colaborativos entre blogs. Na prática, porém, alguns problemas graves acabam chamando a atenção.

    Quais são as vantagens e desvantagens desses protocolos?

    O glossário oficial do WordPress apresenta o trackback da seguinte forma:

    “Um trackback o ajuda a notificar o outro autor que você escreveu algo relacionado ao que ele havia escrito em seu blog. Isso aumenta as chances do outro autor perceber que créditos foram dados a ele, que você melhorou o que ele havia escrito, ou algo parecido.”

    Esse tom um tanto “diplomático” remonta os primórdios da popularização dos blogs na Internet.

    Antes da atual variedade de perfis e canais de contato disponibilizada, principalmente, pelas redes sociais, os trackbacks eram uma forma sutil de criar uma conversa entre dois autores e fazer parcerias.

    O problema é que, se por acaso, o seu projeto fica famoso e seu blog começa a ser muito referenciado, o gerenciamento das notificações se torna um trabalho um tanto desgastante e o pior: seu site pode se tornar alvo de uma infinidade de spammers.

    Os trackbacks e pingbacks, portanto, apresentam vantagens e desvantagens como qualquer outra ferramenta, e sob a ótica do Marketing Digital, podemos levantar algumas questões relevantes.

    Quais são as vantagens do pingback e do trackback?

    Embora seu uso não seja mais tão popular, esses protocolos apresentam alguns benefícios como:

    • você é notificado quando novos backlinks são criados para seus conteúdos;
    • seu tráfego pode ser beneficiado por esses backlinks e por pingbacks postados em blogs respeitados;
    • não apenas o tráfego, mas o seu trabalho de SEO por completo é favorecido por esses links (desde que eles não estejam vinculados a spam);
    • parcerias podem ser geradas por meio da interação entre blogs.

    Quais são as desvantagens do pingback e do trackback?

    Por outro lado, esses protocolos podem gerar uma série de problemas quando não são bem gerenciados.

    Além disso, tendo em vista que seu uso não é muito comum nos dias de hoje, o controle de backlinks que oferece não é tão eficiente como foi no passado.

    As principais fragilidades dessas tecnologias são:

    • Spans: infelizmente, tanto os trackbacks quanto os pingbacks se tornaram uma das ferramentas mais utilizadas por spammers para disseminar uma infinidade de links spam (não autorizados);
    • gerenciamento demorado: com a presença acentuada de spans, a moderação dos pingbacks e trackbacks pode tomar muito tempo, bem como sua publicação e, naturalmente, seus resultados;
    • auto-pingbacks: o WordPress pode criar pingbacks também para os links internos criados em seu conteúdo, o que exigirá ainda mais trabalho na moderação;
    • prejuízos em SEO: pingbacks e trackbacks não monitorados são capazes de transformar o seu site em uma fazenda de links problemáticos, o que comprometerá a autoridade da sua marca e do seu site nos motores de busca.

    Usar ou não usar esses recursos?

    Como dito, os trackbacks perderam sua popularidade na Internet para os pingbacks e seu uso nos dias de hoje, inclusive, é capaz de levantar suspeitas sobre a seriedade do seu site. Sendo assim, a recomendação é não utilizá-los.

    Os pingbacks, por outro lado, ainda têm espaço em muitos projetos, embora sejam relativamente raros em blogs corporativos, justamente pelo desafio técnico de gerenciá-los.

    De qualquer maneira, eles são uma forma interessante de gerar tráfego orgânico em sites recentes, e algumas dicas podem melhorar o seu trabalho com eles:

    • invista em um bom plugin antispam, como Akismet, WordPress Zero Spam ou All In One WP Security & Firewall, e configure-o corretamente;
    • utilize o plugin No Self Pings para desativar a geração de auto-pingbacks;
    • entre em contato com o site que pretende enviar pingbacks para não ser marcado como spam pela moderação;
    • lembre-se que a ativação dos pingbacks não dispensa o uso de outras ferramentas para análise de backlinks como o Link Explorer e o SEMrush.

    No entanto, se esse recurso não te convenceu, está tudo bem. Os pingbacks não são essenciais para sua estratégia de SEO e, atualmente, outras técnicas têm sido utilizadas para construir uma rede de links externos com muito mais segurança e qualidade como os Guest Posts.

    Como desativar os pingbacks e trackbacks no meu site WordPress?

    Para se livrar dos pingbacks e trackbacks e nunca mais perder tempo com notificações relacionadas ou incomodar blogs parceiros, basta desabilitar o recurso no WordPress.

    Como desativar (ou ativar) pingbacks e trackbacks?

    Acesse o painel da plataforma, repouse o mouse no item Configurações e clique em Discussão no menu.

    Na janela que se abrir, desmarque a opção Permitir avisos de links de outros blogs (pingbacks ou trackbacks) em novos posts.

    Por fim, role até o fim da janela e clique em Salvar Alterações. Para reativar o recurso posteriormente, basta remarcar a opção e salvar novamente.

    Observe, porém, que isso afetará apenas as suas postagens futuras. Para configurar o mesmo para os posts anteriores precisados realizar algumas tarefas adicionais.

    Como desativar os pingbacks e trackbacks em postagens existentes?

    Retorne ao painel e arraste o cursor do mouse para o item Posts e, em seguida, clique em Todos os posts.

    Agora, clique em Opções de tela no canto superior direito da janela.

    Depois, digite 999 no campo Número de itens por página e, em seguida, clique em Aplicar. Isso fará com que todos os seus post sejam exibidos e possam ser configurados de uma só vez.

    Se o seu blog tiver mais de 999 postagens, o procedimento ilustrado a seguir deverá ser feito em todas as páginas disponíveis.

    Para selecionar todos os post, marque a caixa Título no topo da tabela de posts.

    Em seguida, acesse o menu suspenso Ações em massa e selecione a função Editar, depois clique em Aplicar.

    Na nova tela que surgir, encontre a função Pings no canto direito e selecione Não permitir. Por fim, clique em Atualizar. Pronto!

    Como você vê, os pingbacks e trackbacks seriam soluções muito mais eficazes se não fosse a presença massiva de spammers na Internet.

    É por essas e outras que a configuração e a otimização em segurança e SEO são tão importantes para o sucesso dos negócios na Internet.

    Post publicado originalmente no blog da Rock Content.

  • Maximize sua visibilidade online: o guia definitivo do sitemap!

    Maximize sua visibilidade online: o guia definitivo do sitemap!

    Foram os mecanismos de pesquisa que impuseram ordem na imensidão de endereços da internet e também são eles os principais responsáveis por levar o público do seu negócio até o site, a loja ou o blog da sua empresa.

    Seus incansáveis rastreadores varrem a internet dia e noite em busca de novos conteúdos para compor seus disputados rankings de pesquisa. O que você talvez não saiba é que é possível dar uma mãozinha a esses robôs simplesmente disponibilizando um pequeno arquivo no seu servidor: o sitemap!

    Se você já tem alguma familiaridade com o Marketing Digital, deve entender a importância de ter um site leve, responsivo e otimizado de acordo com as boas práticas de SEO. Os sitemaps estão inseridos nesse assunto, porém, seu foco está na indexação das páginas pelos buscadores.

    Continue a leitura deste artigo super completo para entender a importância desses “mapas” e aprender a criar o seu!

    O que é um sitemap?

    O sitemap é um arquivo ou documento de texto desenvolvido para facilitar o processo de indexação de páginas nos motores de busca, tais como Yahoo!, Bing e, claro, o Google.

    Os rastreadores, ou crawlers, como também são chamados, foram aprimorados com o passar do tempo, mas a densidade de conteúdos na internet também cresceu vertiginosamente, dificultando o trabalho desses robôs.

    Em geral, os mecanismos de busca descobrem novas páginas a partir de links presentes naquelas que já foram indexadas. Os sitemaps, por sua vez, complementam essa varredura listando todas as URLs de um site atreladas a metadados que informam quando ela foi criada ou modificada, e com que frequência é atualizada, bem como seu idioma e sua relevância em relação às outras páginas.

    Em arquivos de mídia, como os vídeos, também são informados o tempo de execução, sua categoria e até a faixa etária do conteúdo. Já nas imagens, são anexadas informações como tipo de arquivo, resolução, assunto e licenças de uso.

    Em geral, os sitemaps podem ser acessados incluindo-se “/sitemap.xml” logo após o endereço do site — o sitemap do Google, por exemplo, está disponível no endereço https://www.google.com/sitemap.xml.

    Abaixo você confere um exemplo de sitemap básico que informa a localização de um único endereço.

    <?xml version=”1.0″ encoding=”UTF-8″?> <urlset > <url> <loc>ENDEREÇO-DO-SITE</loc> <lastmod>2005-01-01</lastmod> <changefreq>monthly</changefreq> <priority>0.8</priority> </url> </urlset>

    Se você nunca se deparou com um arquivo como esse antes, provavelmente deve estar achando que esse tal de sitemap não passa de um amontoado de símbolos e URLs sem sentido. No entanto, se prestar atenção em alguns trechos perceberá que o documento traz diversas informações importantes como:

    • “<loc>”: localização da URL;
    • “<lastmod>”: data da última modificação;
    • “<changefreq>”: frequência de atualizações;
    • “<priority>”: nível de relevância.

    Resumindo tudo isso em outras palavras, podemos dizer que o sitemap simplesmente ordena e “traduz” os dados do seu site para a língua dos buscadores e, ainda, reúne tudo isso em um documento legível.

    Sitemap ou mapa do site: do que estamos falando, afinal?

    Ao pesquisar sobre sitemap ou mapa do site, alguns conteúdos aparentemente desconexos podem acabar te deixando confuso. O que ocorre é que o termo tem dois significados diferentes dentro do mesmo contexto — no caso, os websites.

    Muitas páginas que surgem nos resultados tratam o conceito como a representação hierárquica da estrutura de um site. Esse tipo de sitemap é um documento geralmente usado por desenvolvedores e web designers para definir a ordem e a navegação das páginas em um projeto. Veja só como é o seu visual.

    Além da criação de sites, essa representação em arquitetura da informação é muito útil no desenvolvimento de softwares, aplicativos, plataformas SaaS e, também, no planejamento de estratégias e melhorias em UX (User Experience).

    Como você vê, esse não é o assunto do nosso artigo. Embora ele também contenha informações sobre a estrutura e a relevância das páginas, o “mapa do site” do qual tratamos aqui é o documento digital cuja principal função é esclarecer o conteúdo dos sites para as ferramentas de pesquisa.

    Essencialmente, não há diferença entre as duas formas, sitemap ou mapa do site, portanto, o uso da palavra só pode ser esclarecido em seu contexto. Entretanto, quando nos referimos aos arquivos com metadados criados para o serviço de indexação dos buscadores, a maioria dos conteúdos disponíveis priorizam o termo sitemap. Não se confunda!

    Quando e por que criar um sitemap?

    Quando as páginas de um site estão devidamente vinculadas, os rastreadores da web, como o Googlebot, são capazes de detectar com agilidade a maior parte do conteúdo publicado. Os sitemaps, portanto, desempenham um papel mais crítico nos sites que trabalham com arquivos menos usuais ou disponibilizam grandes quantidades de dados.

    Páginas muito distantes — que exigem que um longo percurso de links seja percorrido para serem acessadas — podem levar muito tempo para serem identificadas. Da mesma forma, conteúdos específicos baseados em linguagens menos convencionais, como AJAX, podem ser mal compreendidos pelos motores de busca.

    Outro ponto importante diz respeito às atualizações. Alguns portais de notícias e blogs muito ativos geram um volume de informação diário tão grande que suas publicações dificilmente seriam indexadas de maneira instantânea apenas com o esforço dos crawlers.

    Sendo assim, podemos listar alguns critérios que indicam a maior necessidade de uso dos sitemaps. São eles:

    • site muito grande: quando existem muitas páginas para serem indexadas, é possível que os robôs ignorem alguns endereços e atualizações;
    • site recente: quando o site é novo e conta com poucos links externos, a sua descoberta pelos rastreadores pode demandar mais tempo;
    • páginas isoladas: quando o site conta com um link building deficiente, algumas categorias e páginas podem ser perdidas na indexação;
    • site com conteúdo rich media: sites que desejam ser rankeados em categorias específicas do ranking de pesquisas, como o Google Notícias ou o Google Shopping.

    Ainda que seu site ou blog não se insira exatamente nos critérios citados, o sitemap pode contribuir com o seu rastreamento ao esclarecer para os buscadores as páginas que considera mais relevantes, além de impedir que partes importantes do conteúdo sejam perdidas nas varreduras.

    Porém, não se engane. Os sitemaps não garantem que todos os itens de um site serão rastreados e indexados, muito menos contêm comandos capazes de fazer com que páginas específicas sejam incorporadas imediatamente — eles são apenas facilitadores.

    A qualidade do rastreamento também depende de parâmetros definidos pelos algoritmos de cada plataforma de busca. Os sitemaps, portanto, simplesmente facilitam a interpretação do conteúdo de um site e suas atualizações, tornando o processo de indexação mais eficiente.

    Quais são os formatos, tipos e padrões de sitemap?

    Em 2006, as corporações Google, Yahoo! e Microsoft firmaram um acordo definindo um padrão para a criação dos sitemaps. O propósito era facilitar a indexação dos sites, independentemente da plataforma de pesquisa utilizada pelo usuário.

    O resultado foi uma digna relação ganha-ganha. Além de ajudar os webmasters a inserirem as páginas dos seus sites nos buscadores, a iniciativa também tornou o rastreio dos sites mais eficiente, enriquecendo os resultados de pesquisas de todas as ferramentas.

    As diretrizes do padrão definido estão disponíveis no portal sitemaps.org e podem ser aplicadas em diferentes formatos de arquivo. Há também extensões que permitem a indexação de páginas em categorias específicas dos buscadores como as abas vídeos, imagens ou notícias. Vamos discutir um pouco mais sobre tudo isso agora.

    Os principais formatos de sitemaps

    O mais famoso buscador da atualidade, o Google, aceita sitemaps em diversos formatos, como RSS, mRSS, Atom 1.0 e TXT. Entretanto, o padrão mais eficiente e difundido é o XML.

    O mais simples de todos, sem dúvidas, é o TXT, que nada mais é do que um arquivo de texto no qual as URLs de um site são listadas. Os formatos RSS, mRSS e Atom são muito conhecidos devido aos clássicos feeds de notícias, entretanto, eles se limitam por serem capazes de informar apenas as postagens recentes dos sites.

    Os sitemaps XML, por sua vez, são mais eficientes em todos os sentidos. Além de listarem e classificarem as URLs com base em vários critérios diferentes, eles também comunicam aos buscadores informações adicionais de mídia que podem ser muito importantes, principalmente se o foco das suas publicações são produtos ou conteúdos audiovisuais.

    As principais extensões ou tipos de sitemaps

    É possível criar sitemaps especialmente para suas publicações de vídeo, imagem, notícia ou e-commerce. Os mecanismos de pesquisa contam com seções específicas para esses conteúdos e você pode informá-los que deseja rankear o seu conteúdo em alguma delas.

    Nesse caso, será preciso criar um sitemap adicional somente para a categoria em questão. A única diferença desse novo arquivo são as extensões que permitem a incorporação de dados complementares, tais como a duração de um vídeo, a autoria de uma imagem ou o preço de um produto.

    Quanto à categoria Notícias, do Google, é bom destacar que, antes de enviar um sitemap com as extensões recomendadas, será preciso fazer um cadastro no Google News Publisher Center.

    Os principais padrões definidos pelos buscadores

    Existem alguns limites estabelecidos para os sitemaps. Arquivos que ultrapassam os 50 MB (não compactados) ou contam com mais de 50 mil URLs listadas não são aceitos pelo Google. É claro que, salvo em grandes portais e lojas virtuais, esses números são muito maiores do que um site comum é capaz de gerar.

    No entanto, se esse for o caso, é possível “dividir” o mapa do seu site em diversos sitemaps. Você pode, por exemplo, criar mapas por categorias ou temas, enriquecendo a indexação e facilitando a identificação de problemas no processo.

    Outro ponto importante é que, quando trabalhamos com vários sitemaps diferentes, é recomendável criar um arquivo index indicando o caminho para os outros mapas, ou seja, um sitemap para os seus sitemaps. A ajuda do Search Console do Google disponibiliza um tópico específico explicando como dividir sitemaps grandes.

    Como criar um sitemap?

    Certo, é hora de botar a mão na massa e criar um sitemap do zero! Existem diversas maneiras de se fazer isso, seja manualmente, seja com a ajuda de ferramentas, sendo que, em geral, o processo é relativamente simples. Confira!

    1. Defina as URLs que serão listadas

    A primeira coisa a fazer antes de partirmos para o processo de criação é definir quais páginas serão rastreadas pelo Google. A princípio você pode imaginar que o ideal é anexar todos os endereços do seu site, mas as páginas que contêm termos de uso ou manuais de utilização, por exemplo, podem não ser muito interessantes nos resultados das pesquisas.

    2. Defina os formatos e as extensões que serão utilizadas

    Como descrito, você pode criar um sitemap em diferentes formatos, sendo o XML o mais recomendado. Ao criá-lo manualmente, basta usar um editor de texto simples como o Bloco de Notas do Windows e salvar o arquivo na versão XML com a codificação UTF-8.

    3. Crie seu sitemap

    Opção 1: manualmente

    Todos os protocolos e definições de tag estão disponíveis no portal sitemaps.org. As principais obrigações descritas são:

    • iniciar o documento com a tag de abertura “<urlset>” e terminar com a tag de fechamento “</urlset>”, sem as aspas;
    • especificar o protocolo padrão na tag “<urlset>”;
    • em cada URL adicionada, incluir uma tag “<url>” como uma tag pai e uma entrada filha “<loc>”.

    Se, por acaso, você for utilizar extensões para aprimorar a indexação de vídeos, imagens ou notícias, será preciso seguir as diretrizes que cada ferramenta de pesquisa disponibiliza. Confira abaixo os tópicos de ajuda do Google para cada tipo de conteúdo:

    Se você não tem conhecimento na criação desse tipo de arquivo, não se preocupe. Existem muitas ferramentas que podem te ajudar a criar um sitemap de um jeito muito mais fácil.

    Opção 2: com ferramentas

    Com algumas ferramentas práticas, podemos criar um sitemap com poucos cliques. Confira algumas opções a seguir.

    Ferramentas independentes — o Google disponibilizava um gerador de sitemaps próprio, mas infelizmente o projeto foi descontinuado.

    Entretanto, ainda existem algumas alternativas interessantes como o GsiteCrawler, que simula os robôs dos buscadores e cria um sitemap automaticamente, e o XML-Sitemaps, que cria mapas gratuitos para sites com até 500 páginas.

    Ferramentas para WordPress — se o seu site roda a partir do CMS mais querido do planeta, o WordPress, você não enfrentará dificuldade alguma para criar os seus sitemaps.

    Plugins básicos como o Better WordPress Google XML Sitemaps ou ferramentas de SEO completas como o Yoast SEO, resolvem tudo para você de forma prática e intuitiva. Os sitemaps do nosso blog, inclusive, são gerados pelo Yoast SEO.

    O que faço com meu sitemap?

    Em princípio, a recomendação é que seus sitemaps sejam carregados no seu servidor, sendo que você pode fazer isso manualmente por meio do cPanel da sua plataforma de hospedagem ou utilizando um servidor FTP como o FileZilla.

    O processo não poderia ser mais simples: basta fazer o upload do arquivo na mesma subpasta das URLs listadas nele. Só não pense que isso é o suficiente.

    Tendo em vista que o Google detém a supremacia dos mecanismos de pesquisa, é interessante providenciar alguns ajustes a mais pensando exclusivamente nessa plataforma. Para isso, nós temos o Search Console, a ferramenta exclusiva do Google que ajuda seus usuários a melhorarem seus resultados em SEO.

    Integre o Yoast SEO ao Search Console

    Se você tem um site WordPress com o plugin Yoast SEO instalado, mais uma vez, tudo será resolvido em pouquíssimos passos. A boa notícia é que o Yoast pode ser facilmente integrado ao Google Search Console.

    Logo após instalar o plugin, você receberá uma notificação para realizar as configurações iniciais de SEO do seu site, incluindo a criação de um sitemap e a sua integração com o Search Console. Você também pode acessar o menu do Yoast na barra lateral e clicar no link “configuration wizard” dentro da barra “First-time SEO configuration”.

    Você será encaminhado para um passo a passo no qual deverá informar:

    • seção 1: se deseja permitir a indexação do seu site (se ele está ativo ou em construção);
    • seção 2: que tipo de site é o seu (blog, portfólio, canal de notícias etc.);
    • seção 3: se o site é pessoal ou corporativo;
    • seção 4: se deseja que posts, páginas ou ambos sejam exibidos nos resultados de busca;
    • seção 5: se o conteúdo do site é criado por uma só pessoa ou são vários autores;
    • seção 6: integração com o Search Console (veremos a seguir);
    • seção 7: aparência do título do site;

    As seções 8 e 9 são apenas convites para assinar a newsletter do Yoast SEO e fazer o upgrade para seus serviços Premium.

    Quando for realizar a integração com o Search Console na seção 6, será necessário ter um cadastro na plataforma. Se você não tem, basta realizá-lo rapidamente no site do Search Console usando uma conta Google.

    Feito isso, basta gerar um código de autenticação clicando no link “Get Google Authorization Code”.

    Uma vez gerado, é só copiar o código, colá-lo na barra indicada e clicar em “Authenticate”.

    Submeta um sitemap no Google Search Console

    Se você usa outras plataformas para gerenciar o seu site, como Wix, Joomla ou Drupal, o processo continua sendo simples. Apenas siga as orientações a seguir.

    1. Primeiramente, faça login no Google no Search Console — se for o seu primeiro acesso, será preciso seguir alguns passos para chegar ao painel;
    2. Selecione o seu site no painel;
    3. Clique em “Sitemap” na barra lateral;
    4. Adicione a URL do sitemap (geralmente é o domínio seguindo por “/sitemap.xml” ou “/sitemap_index.xml”);
    5. Clique para enviar.

    Quais são os benefícios dos sitemaps em termos de SEO?

    O uso dos sitemaps, por si só, já deixa claro para os mecanismos de busca que o webmaster está disposto a colaborar com a varredura dos seus rastreadores, o que confere um tom a mais de profissionalismo ao site.

    Em termos de SEO, além do fato de facilitar a indexação das páginas, os sitemaps informam as atualizações dos conteúdos postados, permitindo que eles sejam relidos pelos crawlers com mais eficiência. Se você costuma atualizar as publicações do seu blog com frequência ou reciclar URLs bem rankeadas, os benefícios são ainda maiores.

    Vale ressaltar que os sitemaps são vinculados ao Google Search Console que, entre várias outras funções, ajuda o usuário a otimizar as suas ações de SEO.

    Como melhorar ainda mais os meus resultados?

    Podemos citar algumas recomendações finais para que os sitemaps continuem ajudando seu site, blog ou loja virtual a rankearem bem nas pesquisas:

    • ao criar seus arquivos, dê preferências a URLs canônicas (o melhor endereço disponível para a página ou o mais utilizado);
    • ainda que o limite de URLs em um sitemap seja 50 mil, é recomendável não ultrapassar 10 mil para manter a eficiência dos processos de indexação;
    • evite mudanças frequentes nos protocolos de transferência (o popular https, por exemplo), contrate esses serviços com antecedência e os mantenha.

    FAQ (perguntas frequentes)

    Como excluir um sitemap do meu site?

    Se por alguma razão — erro, atualização ou encerramento de um projeto — você desejar excluir um sitemap do seu site, é possível fazer isso da seguinte forma:

    1. acesse os arquivos da sua hospedagem pelo cPanel ou por meio de um servidor FTP;
    2. localize o arquivo (sitemap) na pasta de URLs;
    3. exclua-o.

    Como excluir um sitemap do Search Console?

    Você pode excluir um sitemap do Search Console, mas isso não impedirá o Google de reconhecer o sitemap do seu site e suas URLs. Para prosseguir faça o seguinte:

    1. acesse seu painel de usuário no Search Console;
    2. selecione o menu “sitemap”;
    3. localize o sitemap que deseja excluir e clique em “mais opções” (símbolo com três pontinhos);
    4. selecione a opção “Remover sitemap”.

    Meu site tem milhões de URLs, quais delas devo informar em meus sitemaps?

    Informe apenas as URLs que são alteradas com maior frequência em um pequeno número de sitemaps e identifique-os no arquivo de índice usando a tag “lastmod”. Dessa forma, os buscadores farão a indexação incremental apenas dos sitemaps atualizados.

    O que fazer com páginas dinâmicas?

    Os sitemaps XML ajudam sites com estrutura mais complexa — geralmente e-commerces — a ganharem indexação instantânea para páginas dinâmicas.

    Posso compactar meu sitemap?

    Sim. Para compactá-lo, use o gzip. Não se esqueça de que os sitemaps não devem ter mais de 50 MB, estejam eles compactados ou não.

    A ordem das URLs na listagem influencia a indexação?

    Não. A ordem das URLs listadas não é um fator relevante para a indexação.

    Por fim, se você gerencia seus sitemaps manualmente, lembre-se de atualizá-los sempre que publicar novos conteúdos no seu site. Já para aqueles que contam com a ajuda de plugins como o Yoast SEO, essa tarefa não é necessária, mas é fundamental visitar o Search Console com frequência para verificar o desempenho da sua estratégia de SEO.

    Post publicado originalmente no blog da Rock Content